"É inadmissível que os poderes constituídos deste país assistam passivamente que as milícias, a
serviço de fazendeiros, exterminem um povo, uma etnia e nada se faça de imediato para
impedir tal genocídio", protesta, em nota, a deputada federal Erika Kokay (PT-DF), depois
que de mais um ataque na noite desta quinta-feira 3 contra outro grupo Guarani-Kaiowá,
menos de uma semana após a morte do líder indígena Simião Vilhalva
NOTA DE REPÚDIO
Contra a barbárie, levantemo-nos!
Mais uma vez, o Estado Democrático de Direito é manchado pelo ódio, pela barbárie e a desumanidade daqueles que insistem na insana ideia de recolonizar o Brasil e de desrespeitar as instituições da República e os preceitos mais caros da Carta Magna. Menos de uma semana após a morte do líder Simião Vilhalva, 24 anos, em 29/8/2015, no município de Antônio João (MS) – que tombou na luta pela retomada do território da comunidade Ñanderú Marangatú –, fazendeiros e milicianos desferiram mais um violento ataque na noite desta quinta-feira (3), em Mato Grosso do Sul, contra outro grupo Guarani-Kaiowá. Desta vez, vitimaram o tekoha Guyra Kambi'y, localizado entre os municípios de Douradina e Itaporã, distante cerca de 30km de Dourados.

É inadmissível que os poderes constituídos deste país assistam passivamente que as milícias, a serviço de fazendeiros, exterminem um povo, uma etnia e nada se faça de imediato para impedir tal genocídio.
É inaceitável que a Polícia Federal de Dourados tenha se negado a prestar atendimento e garantir destacamento para realização de diligências e proteção dos indígenas, os quais foram fustigados pela milícia rural sob disparos de armas de fogo, sendo obrigados a se embrenharem na mata, ficando assim impossibilitados de retornarem até seus lares.
É escandalosa a falta de posicionamento do governo do Estado sobre os fatos e a falta de ação para que fossem adotadas todas as medidas para evitar o conflito.
Conclamamos todos os membros dos três Poderes da República; das instituições públicas; dos segmentos em defesa dos Direitos Humanos a se levantar contra a barbárie que ora se instalou em Mato Grosso do Sul. Levantemo-nos já, em defesa da vida e dos direitos fundamentais dos Povos Indígenas do Brasil!
Fica aqui a nossa indignação e o nosso veemente repúdio a mais essa atrocidade bestial. Aos indígenas, verdadeiros detentores desta terra chamada Brasil, reafirmamos a nossa solidariedade e a total disposição de nossa parte em engrossar a luta em defesa da demarcação e retomada de seus territórios.
Erika Kokay
Deputada Federal – PT/DF
Contra a barbárie, levantemo-nos!
Mais uma vez, o Estado Democrático de Direito é manchado pelo ódio, pela barbárie e a desumanidade daqueles que insistem na insana ideia de recolonizar o Brasil e de desrespeitar as instituições da República e os preceitos mais caros da Carta Magna. Menos de uma semana após a morte do líder Simião Vilhalva, 24 anos, em 29/8/2015, no município de Antônio João (MS) – que tombou na luta pela retomada do território da comunidade Ñanderú Marangatú –, fazendeiros e milicianos desferiram mais um violento ataque na noite desta quinta-feira (3), em Mato Grosso do Sul, contra outro grupo Guarani-Kaiowá. Desta vez, vitimaram o tekoha Guyra Kambi'y, localizado entre os municípios de Douradina e Itaporã, distante cerca de 30km de Dourados.

É inadmissível que os poderes constituídos deste país assistam passivamente que as milícias, a serviço de fazendeiros, exterminem um povo, uma etnia e nada se faça de imediato para impedir tal genocídio.
É inaceitável que a Polícia Federal de Dourados tenha se negado a prestar atendimento e garantir destacamento para realização de diligências e proteção dos indígenas, os quais foram fustigados pela milícia rural sob disparos de armas de fogo, sendo obrigados a se embrenharem na mata, ficando assim impossibilitados de retornarem até seus lares.
É escandalosa a falta de posicionamento do governo do Estado sobre os fatos e a falta de ação para que fossem adotadas todas as medidas para evitar o conflito.
Conclamamos todos os membros dos três Poderes da República; das instituições públicas; dos segmentos em defesa dos Direitos Humanos a se levantar contra a barbárie que ora se instalou em Mato Grosso do Sul. Levantemo-nos já, em defesa da vida e dos direitos fundamentais dos Povos Indígenas do Brasil!
Fica aqui a nossa indignação e o nosso veemente repúdio a mais essa atrocidade bestial. Aos indígenas, verdadeiros detentores desta terra chamada Brasil, reafirmamos a nossa solidariedade e a total disposição de nossa parte em engrossar a luta em defesa da demarcação e retomada de seus territórios.
Erika Kokay
Deputada Federal – PT/DF
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