segunda-feira, 17 de agosto de 2015

No Paquistão, atentado mata ministro e outras 15 pessoas


Jornal GGN - Um atentado suicida ocorrido no sábado matou o ministro do Interior da 
Província paquistanesa de Punjab, Shuja Khanzada, e pelo menos outras 15 pessoas que 
participavam de uma reunião política. A província de Punjab é mais populosa do país e este foi 
o pior ataque no Paquistão desde o duplo atentado suicida em uma igreja de Lahore, capital de 
Punjab, que deixou 17 mortos em março. Em torno de 40 pessoas participavam de uma 
reunião política com o ministro quando o teto do edifício desabou por causa da explosão. 
Segundo o chefe da polícia local, haviam dois suicidas, um fora do prédio e outro dentro da 
reunião. Nenhum grupo assumiu a autoria do atentado. Khanzada tinha 71 anos e participou 
da guerra entre Índia e Paquistão em 1971, e também foi adido militar na embaixada 
paquistanesa em Washington nos anos 90. 

Atentado suicida mata ministro provincial e mais 15 no Paquistão

Ataque foi lançado quando político estava reunido com cerca de 40 pessoas em vilarejo do Punjab
O ministro do Interior da Província paquistanesa de Punjab, a mais populosa do país, Shuja Khanzada, morreu ontem em um atentado suicida com pelo menos 15 pessoas, entre elas 2 policiais, que participavam de uma reunião política. Este é o ataque mais mortífero no Paquistão desde o duplo atentado suicida em uma igreja de Lahore (leste), capital do Punjab, que deixou 17 mortos em março.
Cerca de 40 pessoas participavam ontem em uma reunião política com o ministro no povoado de Shadi Khan, situado a cerca de 70 km a noroeste de Islamabad, quando o teto do edifício desabou em razão da onda expansiva da explosão.
“Dois suicidas estavam lá, um estava fora do prédio e o outro conseguiu ficar diante do ministro”, disse Mushtaq Sukhera, chefe de polícia da província. “Quando o suicida que estava fora detonou os explosivos o teto caiu sobre o ministro e as outras pessoas”, acrescentou.
O ex­-coronel Khanzada, de 71 anos, havia participado na guerra de 1971 entre Índia e Paquistão, e tinha sido adido militar na embaixada paquistanesa em Washington nos anos 90.
As equipes de resgate tentavam achar sobreviventes entre os escombros, informou um fotógrafo da agência France Presse. “Uma equipe de militares, com material moderno e treinados especialmente para esse tipo de situações, deverá chegar rapidamente ao lugar do ataque para ajudar os socorristas”, assegurou Zahid Saed, um funcionário local de alto escalão. Ele disse temer que o número de mortos aumente durante o resgate.
]Nenhum grupo havia assumido a autoria do ataque, que pode ter sido cometido por qualquer um dos numerosos grupos jihadistas ativos no país.
Após o atentado em Punjab o Exército anunciou que pelo menos 40 supostos insurgentes morreram em bombardeios lançados na região tribal do Waziristão do Norte.
As forças de segurança iniciaram em junho de 2014 uma ofensiva no noroeste do Paquistão contra o Taleban paquistanês – que enfrenta o governo de Islamabad – e seus aliados da Al ­Qaeda. A ofensiva foi intensificada em dezembro, após o massacre cometido por combatentes taleban em uma escola militar em Peshawar, no qual morreram 150 pessoas.
Além da intensificação dos bombardeios contra os insurgentes, o primeiro­-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, levantou a moratória vigente desde 2008 sobre a pena capital e pelo menos 200 execuções foram realizadas até o momento.
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