terça-feira, 25 de agosto de 2015

Alunos fazem ato contra chacina em aula de secretário na USP


Jornal GGN - Estudantes da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) 
fizeram um ato em uma aula do professor e secretário da Segurança Pública, Alexandre de 
Moraes, na manhã de ontem (24). Os alunos queriam protestar contra a chacina ocorrida na 
Grande São Paulo, que resultou em 18 pessoas assassinadas. O secretário, que integra o 
Departamento de Direito de Estado da faculdade, foi convidada para participar de uma 
audiência pública que vai acontecer hoje (25), em Osasco. 

Alunos da USP fazem ato contra chacina em aula de secretário

Estudantes disseram que a prática é 'institucionalizada' na PM e cobraram presença de Alexandre de Moraes em audiência pública
Cerca de 40 estudantes da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) fizeram uma intervenção em uma aula da graduação do professor e secretário da Segurança Pública Alexandre de Moraes na manhã desta segunda-­feira, 24.
O objetivo dos alunos foi protestar contra a chacina em Osasco, região metropolitana, em que 18 pessoas foram assassinadas no dia 13 deste mês. O ato foi pacífico e durou poucos minutos. Além disso, os estudantes convidaram o secretário, que é docente do Departamento de Direito do Estado da instituição, a participar de uma audiência pública que ocorerrá nesta terça­-feira, 25, em Osasco. O convite também foi feito em outras salas além da que Moraes lecionava.
Em um vídeo divulgado pelo Centro Acadêmico XI de Agosto, entidade representativa dos alunos, o estudante do oitavo semestre Fábio Machado, de 22 anos, pega o microfone para fazer críticas à Polícia Militar e ao tratamento dado à chacina.
"Há fortes indícios de que (as mortes) foram cometidas por grupos de extermínio da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Esse não é um caso isolado, mas sim uma prática institucionalizada da PM. E sabemos que com forte seletividade social e racial, é uma prática cotidiana".
Quando o estudante disse ao secretário que ele representava a secretaria, Moraes tentou interrompê-lo e disse que ali representava a USP. Procurado pelo Estado, o aluno disse que a intervenção foi planejada entre os alunos e que não atrapalhou a aula, já que foi feita no final do período. "Ele deu permissão para fazer o comunicado", disse. "A USP é um espaço privilegiado. O povo de Osasco não está ali dentro para fazer essa cobrança. É o mínimo que podemos fazer", disse.
Em nota enviada pela assessoria de imprensa, Moraes afirmou que "não foi um ato específico, mas um aviso geral, que é rotina na (Faculdade do Largo) São Francisco".
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