terça-feira, 4 de agosto de 2015

A Achacador: se não o enfrentam, ele devora



Por: Fernando Brito

Depois da polêmica CPI da Petrobras, palco particular da exibição de sua alegada inocência nos 
episódios de propina que o envolvem na Lava Jato, Eduardo Cunha mostra que não é um cadáver 
insepulto e volta a atacar com uma impensável exclusão do PT, partido com maior representação 
eleita para a Câmara ( 69 deputados), do comando das CPIs que abre com o indisfarçado objetivo de 
faze-las instrumentos de autodefesa, atacando o Governo.
(Disse que a bancada do PT é a maior, claro, apenas em número, porque em matéria de ação no 
plenário parece hoje um partido pequeno, sem capacidade de ação ou reação no plenário e nas 
Comissões da casa)
Como se vê, de nada adianta o Governo jurar que não pensa – e muito menos age, mantendo seus 
indicados nos cargos – em atacar a política de terra arrasada de Eduardo Cunha.
Porque Cunha, ao contrário do Governo, sabe que sua posição está ameaçada e ataca, enquanto o 
Governo sequer se defende.
E, se o Governo não se defende, porque sua bancada iria defendê-lo?
Eduardo Cunha, com seu caminhão de pecados, está dando uma lição de ousadia política daquelas 
que, faz tempo, os petistas desaprenderam.
Talvez não seja o bastante para que ele possa sobreviver às denúncias.
Mas, certamente, não morrerá em silêncio.
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