sexta-feira, 15 de maio de 2015

O Múmia de Hygyenópolis fala mal do Brasil e espanta investidores que Alckmin queria atrair


FHC recorreu aos velhos chavões neoliberais e ao pensamento pequeno e colonizado, 
defendendo o Estado mínimo: "Paulatinamente fomos voltando à expansão sem freios do setor 
estatal, ao descaso com as contas públicas, aos projetos megalômanos que já haviam 
caracterizado e inviabilizado o êxito de alguns governos do passado", disse. 

Em meio a greve dos professores, e sem nenhuma proposta apresentada aos trabalhadores, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), deixou a capital paulista e foi para Nova York, bancado por uma associação de empresários, onde participou de um encontro cujo propósito oficial seria atrair investimentos para o estado. Mas pelo jeito quem se deu bem foi só o promotor do evento, João Dória Jr. – mentor e organizador do Lide Business Meeting, realizado na Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos.
Pausa para falar do promotor Cuzão. 
Ultimamente, quando João Dória Jr. não está organizando eventos tipo "fora Dilma" por aí, está junto com a seleção brasileira de futebol. Isso porque ele foi nomeado pela insuspeita CBF para chefiar a delegação brasileira que vai disputar a Copa América, no Chile, a partir de 12 de junho. A decisão tem causado muita polêmica, pelo simples fato de que Dória Jr. nunca trabalhou com futebol.
Ele foi secretário de Turismo no governo de Mário Covas em São Paulo e presidente da Embratur na gestão do presidente José Sarney, além de ser o fundador e presidente do Lide - Grupo de Líderes Empresariais
Voltando ao encontro empresarial, foi o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que abriu o evento, antes da apresentação do governador Alckmin, na quarta-feira (13). Porém, na véspera, quando esteve no hotel Waldorf Astoria, para receber o prêmio "Pessoa do Ano" (alguém que possa dizer o que ele fez de realmente relevante no ano passado?), concedido pela mesma Câmara de Comércio, FHC proferiu mais um de seus discursos falando mal do Brasil, e criticando Dilma e Lula.
Como todo mundo sabe, fazer proselitismo negativo de um produto "não vende". Ou seja, não atrai investidores – e esse era o objetivo do evento. Não era o local nem a hora para fazer um discurso de oposição apropriado para convenções partidárias do PSDB ou do DEM.
A premiação aconteceu no hotel Waldorf Astoria e contou com a presença de 1.200 pessoas, entre tucanos “ilustres” e outros políticos que viajaram especialmente para acompanhar a entrega do prêmio, que para eles equivale ao Oscar.
Os senadores Aécio Neves, Tasso Jereissati e José Serra, os governadores Geraldo Alckmin (são Paulo), Marconi Perillo (Goiás) e Pedro Taques (Mato Grosso) e – vejam só – o ex-senador José Sarney (PMDB), além de deputados federais, empresários, diplomatas, executivos do setor financeiro e socialites, que desfilaram de smokings e vestidos de gala.
Entre os empresários e executivos brasileiros, estavam presentes Luiz Carlos Trabucco, do Bradesco, André Esteves, do BTG Pactual, Luis Furlan, da Brasil Foods, José Luis Cutrale, Rubens Ometto, da Cosan, e Roberto Setúbal, do Itaú.
Num discurso proferido parte em inglês, parte em português, FHC falou o que os gringos e os tucanos queriam ouvir. Fez questão de lembrar que foi o pai da privatização dos serviços de telefonia e do que chamou de “abertura comercial do Brasil”, ou seja, da entrega das estatais ao capital estrangeiro. Lembrou tudo isso para criticar os governos de Lula e Dilma.
“O governo interpretou o que era política de conjuntura como um sinal para fazer marcha à ré”, observou. “Paulatinamente fomos voltando à expansão sem freios do setor estatal, ao descaso com as contas públicas, aos projetos megalômanos que já haviam caracterizado e inviabilizado o êxito de alguns governos do passado”, disse.
“Cardoso foi a pessoa certa no tempo dele. Aliás, é a pessoa certa em qualquer tempo”, choramingou Clinton.
O publicitário Nizan Guanaes, que foi um dos mestres de cerimônia e fez a apresentação de Clinton, também manifestou o seu derrotismo. “Ter saudade quer dizer sentir a falta de alguém. Saudade, presidente Fernando Henrique”, disse o marqueteiro da campanha de 1998 de FHC e de José Serra em 2002.
A “saudade” de Nizan e outros é na verdade inconformismo com as quatro derrotas consecutivas que tiveram nas urnas. O povo brasileiro reafirmou que não tem “saudade” nenhuma da política de quebradeira da indústria, arrocho dos salários e perda de direitos dos governos tucanos, por isso reelegeu a presidenta Dilma.
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