Justiça Tucana de Minas manda prender jornalista antitucano, de novo
Miguel do Rosário
Tenho impressão que se o Cafezinho fosse sediado em Minas, eu teria o privilégio de repetir as
experiências literárias de Dostoiévski, em Recordações da Casa dos Mortos e Graciliano Ramos, em
Memórias do Cárcere.
Aqui no Rio, a justiça é da Globo. Qualquer processo dos figurões da Globo contra blogueiros e
Aqui no Rio, a justiça é da Globo. Qualquer processo dos figurões da Globo contra blogueiros e
jornalistas, é condenação na certa. Mas eles não tem coragem, ainda, de mandar prender. Ficam
apenas nas multas, na ordem de 20 a 50 mil reais.
Nos estados governados por tucanos, a coisa é muito mais pesada. Em Minas, jornalista que fala mal
Nos estados governados por tucanos, a coisa é muito mais pesada. Em Minas, jornalista que fala mal
do PSDB é demitido ou preso.
No Paraná, nosso amigo blogueiro Tarso Cabral, do blog do Tarso, foi condenado a pagar mais de
R$ 100 mil, e parece que a multa ainda vai crescer muito quando passar para a segunda instância.
Democracia? Liberdade de expressão? Para a nossa mídia, vale apenas para detonar o PT. Denunciar
tucano é crime!
Nossa mídia e nossos políticos só se preocupam com blogueiros cubanos e jornalistas venezuelanos.
Blogueiros e jornalistas do Brasil, se não forem amiguinhos dos tucanos e da Globo, que se danem!
Nossa mídia e nossos políticos só se preocupam com blogueiros cubanos e jornalistas venezuelanos.
Blogueiros e jornalistas do Brasil, se não forem amiguinhos dos tucanos e da Globo, que se danem!
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Jornalista mineiro que denunciou caso de Furnas foi preso
Do Blog do Marcelo Auler (Via blog do Nassif).
Censura prévia vira moda novamente
Por Arnaldo César
Foi preso, na última segunda-feira (dia 11/05), em Belo Horizonte, o jornalista Marco Aurélio
Jornalista mineiro que denunciou caso de Furnas foi preso
Do Blog do Marcelo Auler (Via blog do Nassif).
Censura prévia vira moda novamente
Por Arnaldo César
Foi preso, na última segunda-feira (dia 11/05), em Belo Horizonte, o jornalista Marco Aurélio
Carone (foto). Ele é diretor do site de noticias “Novo Jornal”. É acusado de pertencer a uma
quadrilha especializada em “difamar, caluniar e intimidar adversários políticos”. Seu crime foi ter
tornado público a relação de notórias figuras mineiras que se envolveram com o repasse de R$ 40
milhões dos cofres de Furnas para o “Caixa 2” do PSDB. Trata-se do famigerado “mensalão
mineiro”.
Uma encrenca da pesada. Suspeita-se que os figurões apontados pelo jornalista também estariam
envolvidos com o assassinato da modelo e garota de programas Cristiana Ferreira, em meados de
200. Vamos nos abstrair, contudo, das paixões políticas que envolvem escândalos deste quilate.
Fixemo-nos, única e exclusivamente, na prisão do profissional da imprensa. O motivo apresentado
pela juíza Isabel Fleck, da 1º Vara Criminal de Minas Gerais, para mandar trancafiar Carone é o de
que, se ele ficar solto, poderá vir a fazer novas divulgações sobre o caso.
Ou seja, a Sra. Fleck, no uso de suas atribuições, praticou censura prévia. Exatamente, como se fazia,
Ou seja, a Sra. Fleck, no uso de suas atribuições, praticou censura prévia. Exatamente, como se fazia,
nos “anos de chumbo” da ditadura militar. Os organismos dedicados à proteção da liberdade de
expressão deveriam prestar mais atenção em sentenças como a desta magistrada. Desgraçadamente, a
censura prévia voltou à moda nos tribunais deste País.
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