sexta-feira, 15 de maio de 2015

Boca X River: Los animales vuelven a atacar



Por Juca Kfouri

Ia começar o quarto tempo do “Superclássico”, entre Boca Juniors e River Plate, na Bombonera.
A exemplo dos 90 minutos iniciais no Monumental de Nuñes, quando o River vencera por 1 a 0, o 
jogo era mais violento que jogado.
Mas na volta para os 45 minutos finais, com 0 a 0 no placar, torcedores do Boca jogaram gás de 
pimenta no jogadores do River.
Verdadeiros animales.
Que, como sabemos, há por aqui como lá.
O episódio, jamais desvendado, do gás jogado no vestiário do São Paulo em jogo no Parque 
Antarctica, em 2008, se parece com o da Bombonera.
O pior é que pode virar moda porque maus exemplos frutificam, apodrecidos mas frutificam, como 
se sabe.
Difícil imaginar que o Boca Juniors, queridinho da Conmebol, se livre de grave punição mais uma 
vez.
Mas lembremos que outros animais, disse animais, não animales, em Oruro, até mataram um garoto 
de 14 anos com um sinalizador.
Esta é a Libertadores.
Feita à imagem e semelhança dos nossos cartolas, dos que falam português e espanhol na América 
do Sul.
A copa da impunidade.
Cartolas e vândalos impunes estão matando o futebol deste lado do mundo, enquanto na Europa só 
floresce.
O “Superclássico da Pimenta” entra para a história como tragédia.
O jogo, depois de mais de uma hora de hesitação das autoridades, preocupadas com a reação de 50 
míl pessoas na Bombonera, entre elas sabe-se lá quantos animales, foi suspenso.
Não havia mesmo o que fazer.
O River deve ser o próximo adversário do Cruzeiro.
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