quarta-feira, 25 de março de 2015

Governo Dilma comemora manutenção de conquista que ajuste fiscal não cortou



Dilma envia MP que estende política de valorização do salário mínimo até 2019

Agência Brasil.

Ao assinar nesta terça-feira (24) a medida provisória (MP) que estende a política de reajuste do 
salário mínimo até 2019, a presidenta Dilma Rousseff disse que a decisão do governo significa o 
reconhecimento de que as ações de crescimento da economia não se dão “em detrimento do 
trabalhador”.
Segundo ela, o envio de uma MP ao Congresso foi resultado do diálogo com senadores e deputados 
da base aliada. Isso foi necessário porque a MP passa a vigorar com força de lei, o que permite 
trabalhar com as novas projeções, quando for analisado o Orçamento deste ano.
O Projeto de Lei 7.469/14, que tramitava no Congresso Nacional com o mesmo teor, foi retirado de 
pauta nesta terça-feira, após ter o texto-base aprovado, mas o governo não concordava com uma 
emenda que estendia a política de correção para os benefícios acima de um salário mínimo pagos 
pela Previdência Social.
A presidenta lembrou que em 2011 outra medida provisória foi enviada ao Legislativo estendendo a 
política daquela época até 2015, e que agora tornou-se necessária essa ação por parte do governo. De 
acordo com ela, não há atropelo com relação aos parlamentares, porque o governo está fazendo algo 
que lhe é característico: o “direito de iniciativa em algo que gera despesa”.
“Agradeço aos senhores deputados aqui presentes e aos senhores senadores, representando a base 
aliada. Agradeço primeiro essa força para que a gente aprove e mande como medida provisória, 
medida de urgência com vigência imediata”, disse a presidenta.
Ao ressaltar que tem “consciência da importância” das centrais sindicais presentes na cerimônia de 
assinatura da MP (Nova Central Sindical dos Trabalhadores, União Geral dos Trabalhadores, Força 
Sindical e Central Única dos Trabalhadores), Dilma estendeu o agradecimento a todas as entidades 
sindicais, acrescentando que elas tiveram papel relevante na política de valorização do salário 
mínimo.
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Depois da construção do ministério, de declarações infelizes dos ministros da área econômica e do 
lançamento de medidas do ajuste fiscal, que frustraram os setores progressistas que esperavam 
avanços depois de uma campanha à esquerda, uma boa notícia.
A presidente Dilma enviou medida provisória que garante a política de valorização do salário 
mínimo, com base no índice de crescimento e na inflação. Esse mecanismo para o reajuste passou a 
vigorar durante o governo Lula e é considerado um dos pilares da política de crescimento econômico 
e distribuição de renda.
Nos primeiros dias de governo, o ministro do Planejamento Nelson Barbosa deu um susto com a 
seguinte declaração: “Vamos propor uma nova regra para 2016 a 2019 ao Congresso Nacional nos 
próximos meses. Continuará a haver aumento real do salário mínimo”.
Logo depois, Dilma mandou e o ministro desmentiu qualquer mudança. De qualquer forma, esse 
tema entrou na discussão sobre os cortes no orçamento. A boa notícia é que o ajuste fiscal do 
governo não passou a tesoura na valorização do salário mínimo, que é uma vitória das centrais 
sindicais.
Por outro lado, a comemoração da manutenção demonstra que o governo não tem o que apresentar 
de novo aos setores progressistas nem consegue olhar pra frente, soltando fogos simplesmente por 
evitar retrocessos, se sustentando nas conquistas do período anterior.
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