Outras tabelinhas famosas no Brasil: Dudu e Ademir da Guia, Tostão e Dirceu Lopes, Bebeto e
Romário, e as duas mais famosas: Pelé e Coutinho, e Gilmar e Toffoli
Tribunal Federal) e ainda permitiu a reedição da dupla Gilmar-Toffolli.
Aliás, a capacidade de manobra de Gilmar é admirável: um craque. Enquanto o Ministro José
Eduardo Cardozo faz embaixadas retóricas na TV, Gilmar acerta todas no gol.
A demora em indicar um substituto para Joaquim Barbosa já irritara o STF, que se manifestou
A demora em indicar um substituto para Joaquim Barbosa já irritara o STF, que se manifestou
através da indignação do decano Celso de Mello. Foi em vão.
Dilma continuou resistindo a nomear o novo Ministro sob o argumento de que não gostaria de
decidir em plena fogueira da Lava Jato, mesmo a PEC da Bengala começando a correr na Câmara.
Ora, o próprio julgamento da Lava Jato exigia a nomeação para impedir empates nas votações.
Agora à tarde, Gilmar recorreu ao regimento do STF, decidiu por Dilma, sugerindo que algum
Ministro da 1a Turma se solicitasse remoção para a 2a, para suprir a vaga.
Quem se habilitou correndo? José Dias Toffoli, o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral)
que, no julgamento das contas de campanha de Dilma, atropelou o princípio do juiz natural e da lei
da probabilidade e entregou os processos para Gilmar.
Falta pouco para a Lava Jato transformar-se em um novo julgamento do “mensalão”. O legalismo de
Ricardo Lewandowski, Teori Savazki e Luis Roberto Barroso, talvez o imprevisível Marco Aurélio
de Mello, poderão garantir equilíbrio, contra o ativismo alucinado de Gilmar Mendes, arrastando
Carmen Lucia, Rosa Weber, Toffoli e, por vezes, Celso de Mello.
Mas Dilma poderá ter certeza de que existem no STF dez ministros ressentidos com o que
consideram desconsideração para com a casa. Não são onze, ainda, porque o 11o ainda não foi
nomeado.
_____________________________________________________
Nenhum comentário:
Postar um comentário