sexta-feira, 13 de março de 2015

Deus conserve os imbecis. Mas não exagerem na “imbecilidade”, que a gente desconfia



Por: Fernando Brito

Leio aqui a reportagem sobre as acusações de lavagem de dinheiro desviado da Justiça do “Juiz do 
Porsche”.
Agora, o Meritíssimo “confessou ter desviado mais de R$ 1 milhão de (sic) dinheiro apreendido pelo 
Tribunal Regional Federal”, segundoinforma o G1.
Confesso que fico, como bom e velho brizolista, com um hipopótamo atrás da orelha.
Como é que um cara que estava roubando dinheiro apreendido, depositado em seu próprio gabinete e 
com a perspectiva de julgar um empresário falido que, ainda assim, poderia render, certamente, 
muita grana, vai à imprensa, expor-se com aquela história de que ia “esmiuçar” a alma de Eike e, no 
dia seguinte, passeia com o carro apreendido?
Tava tudo muito bom, tava tudo muito bem, até que Sua Excelência veio com o show…
Não me contem esta história de “certeza da impunidade”, por favor…
Da mesma forma, nunca me conformei em pensar que alguém iria montar um esquema de corrupção 
de dezenas ou centenas de milhões de dólares com um tipo com Alberto Youssef, não apenas 
condenado pela Justiça, como delator premiado no caso em que foi flagrado operando propinas.
Será que falta doleiro no Brasil para explicar a escolha de Youssef?
Se corrupto fosse bobo, corrupto não era…
Não sei, mas talvez daqui a algumas décadas, este “mistério” seja revelado.
Mas eu continuo vendo “rabo de jacaré, olho de jacaré, couro de jacaré” como dizia o velho Briza.
Talvez eu esteja ficando mesmo velho, mas “el diablo no es el diablo porque es el diablo, sino 
porque es viejo“.
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