quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Por onde andará Dilma? Tomou posse e sumiu



No Balaio do Kotscho

Nesta quarta-feira, 14 de janeiro, faz duas semanas que a presidente Dilma Rousseff tomou posse 
solene no seu segundo mandato e, em seguida, sumiu do mapa. Posso estar enganado, mas até hoje 
não se viu sua presença em nenhuma solenidade oficial ou evento público. Não há registro de imagens 
nem de qualquer manifestação da presidente, além de notas oficiais.
Por onde andará Dilma, o que estará pensando do que vem acontecendo no Brasil e no mundo? Por 
que não foi à grande manifestação contra os atentados que reuniu mais de 1,5 milhão de pessoas, 
domingo, em Paris, com a presença de mais de 40 chefes de Estado e de governo? É no mínimo 
estranho este silêncio, difícil entender esta ausência. Se tudo estivesse em paz neste começo de ano, 
tudo bem. O problema é que não está, nem aqui, nem lá fora.
Uma consulta à agenda presidencial divulgada nas redes oficiais do governo dá conta apenas de umas 
poucas audiências a ministros, nos palácios da Alvorada e do Planalto. Ao voltar da Bahia, na quarta-
feira passada, o primeiro ministro que Dilma recebeu foi Jaques Wagner, da Defesa, às 9h30 e às 
17h30. No mesmo dia, a presidente recebeu também o secretário-geral, Miguel Rossetto, e o presidente 
do PT, Rui Falcão.
Nesta segunda-feira, foi a vez de Gilberto Kassab, das Cidades, e Joaquim Levy, da Fazenda. Levy 
seria recebido novamente no dia seguinte, além de Nelson Barbosa, do Planejamento, e Valdir Simão, 
da CGU. Para hoje, a agenda previa encontros apenas com Arthur Chioro, da Saúde, e Luciano 
Coutinho, presidente do BNDES.
Como se pode ver, até agora, com a exceção de Kassab, só o PT esteve com Dilma, ninguém do 
PMDB.
Davos ou La Paz? A polêmica sobre para aonde iria a presidente na próxima semana, em sua primeira 
viagem internacional, só acabou ontem, com o anúncio oficial de que ela irá à posse de Evo Morales, 
que assume o terceiro mandato presidencial na Bolívia, e enviará para o Fórum Econômico Mundial de 
Davos, na Suíça, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que é quem vem anunciando as primeiras 
medidas do novo governo.
Nunca tinha visto um governo começar assim. A presidente sumiu.
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