segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

OS ANSEIOS DA MÚMIA PARA 2015


A função dele é dar à Casa Grande o que mais lhe falta: ideias

    O príncipe da privataria não se elege vereador em Higienopolis.
    Não tem relevância eleitoral e, portanto, nenhuma liga na sociedade, no povo.
    Aécio foi leva-lo para campanha e deu no que deu: perdeu no Brasil, em Minas e no Rio, Estado que
    representa no Senado – e, segundo a Veja, representa muito mal.
    Sem o PiG, FHC não passaria de Resende, como todos os tucanos de São Paulo.
    O papel do Príncipe é o de demiurgo, de usina ideológica.
    Sem o Evangelho do FHC, o Ataulfo Merval, por exemplo, teria a consistência sociológica da Cora 
    Ronai.
    FHC pensa pela Casa Grande, o PiG e por seu instrumento no Congresso, o PSDB.
    Porque do PiG, da Casa Grande e do PSDB não sai uma única ideia original.
    Nada que o Roberto Campos já não tenha pensado antes.
    Frequentemente, aos domingos, no Estadão e no Globo, o Príncipe Privateiro lança uma cartilha de 
    atualização dos beócios.
    Com mais ou menos despeito e ódio do Lula.
    Nesse primeiro domingo de 2015, ele veio todo “paz e amore” (é assim mesmo, revisor: amore. 
    Obrigado).
    Manso, sugere medidas para melhorar o funcionamento da Pátria que ele tentou vender – não deixe de 
    seguir em “Uma Defesa do tamanho do Brasil”.
    Sempre naquele estilo gorduroso, cheio de colesterol.
    Que começa com originalidade de verter lágrimas de sangue: ano novo, esperanças renovadas !
    Um jenio !
    Nem a Dora Kramer faria melhor !
    Ano novo, esperanças renovadas. É preciso continuar modelando o futuro com a argila de que se 
    dispõe. Algo dará para fazer. Que posso desejar para 2015? Primeiro, que o Brasil reencontre o 
    rumo. Brasil não quer dizer abstratamente um país com seu Estado, mas uma nação com seu povo. (…)
    Não há partidos relevantes “de direita”, tampouco “revolucionários”, à esquerda. Quando 
    necessário, há os que se definem como liberais, de um lado, e social-democratas, de outro. Ainda 
    muito numerosos são os setores que representam o atraso (práticas clientelistas, lenientes com a 
    corrupção e com o arbítrio do Estado). Meus votos são para que não enfrentemos uma oposição 
    entre esquerda retrógrada e direita golpista.
    Sendo progressista, portanto, “de esquerda”,
    (…) 
    Passo mais audacioso pode ser a introdução experimental do voto distrital nas eleições para as 
    Câmaras Municipais. Embora em tese eu prefira o distrital misto, essa proposta, do mesmo modo 
    teria a vantagem de não alterar a regra constitucional que exige a proporcionalidade e, além disso, 
    de ter mais adeptos do que o sistema distrital misto. Essa modificação abriria espaço para, no 
    futuro, estender a prática às eleições estaduais e nacionais. Ao longo do tempo, o espectro político 
    encolherá e se tornará mais nítido.
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    O que ele quer ?
    O voto distrital.
    Um dos truques do PSDB para tentar governar sem povo.
    O outro é o parlamentarismo, uma das obsessões do Padim Pade Cerra.
    O voto distrital americano – sempre americano … – transforma o deputado em vereador, concentra os 
    recursos econômicos numa área reduzida, o distrito, e torna a eleição ainda mais dependente do poder 
    dos ricos.
    Só faltou ele defender o fim da obrigatoriedade do voto, outra arma da Direita para deixar os pobres e 
    oprimidos em casa, longe dos postos de votação.
    Como nos Estados Unidos, que elegem um Presidente da Republica com 42% do universo de eleitores.
    FHC não brinca em serviço.
    Tem sempre um pé na Casa Grande.
    O pé direito – ou o “esquerdo

    Paulo Henrique Amorim
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