Terceira alta em seguida: Selic vai a 12,25%
APÓS ALTA DE TRIBUTOS, COPOM ELEVA JUROS PARA 12,25% AO ANO
Aumento de 0,5 ponto leva taxa ao maior patamar em três anos e meio.
Na 3ª alta seguida, BC confirma expectativa da maior parte do mercado.
Após o governo anunciar nesta semana aumento de tributos sobre combustíveis, importados e
operações de crédito, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu elevar nesta
quarta-feira (21) os juros básicos da economia de 11,75% para 12,25% ao ano.
Com a decisão de aumentar a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, os juros sobem ao maior patamar
Com a decisão de aumentar a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, os juros sobem ao maior patamar
desde meados de 2011, ou seja, em três anos e meio. Com taxas mais altas, a instituição tenta controlar
o crédito e o consumo e, assim, segurar a inflação.
(…)
'ajuste' adotado por Dilma é retorno ao velho conservadorismo
por Janio de Freitas
O 'ajuste' econômico adotado por Dilma Rousseff consiste em sugar quem vive de trabalho e salário
Vai continuar, mas a prova já está feita. A política de "ajuste" econômico adotada pelo segundo
(…)
por Janio de Freitas
O 'ajuste' econômico adotado por Dilma Rousseff consiste em sugar quem vive de trabalho e salário
Vai continuar, mas a prova já está feita. A política de "ajuste" econômico adotada pelo segundo
mandato de Dilma Rousseff consiste em sugar quem vive de trabalho e salário. Todas as medidas
lançadas para aumentar a arrecadação do governo ou a redução dos seus gastos configuram uma
política antissocial.
As duas mais recentes medidas confirmam a dispensa de referências à campanha eleitoral para duvidar
da moralidade dos princípios agora dominantes. O ministro Marco Aurélio Mello define como confisco
o veto de Dilma à correção de 6,5% da tabela de Imposto de Renda, aprovada pelo Congresso. O veto
implica aumento automático dos descontos nos salários, para o chamado "Imposto de Renda na fonte".
Logo, redução dos salários. A perda é ainda maior para os que mudaram de degrau na tabela, por
promoção ou correção salarial: uma punição por melhorar um pouco de vida.
Esse método de arrastão oficial, como lembraram Gustavo Patu e Sofia Fernandes na Folha, vem desde
Esse método de arrastão oficial, como lembraram Gustavo Patu e Sofia Fernandes na Folha, vem desde
1996, período em que a tabela do IR foi corrigida em 99% quando deveria sê-lo nos 226% de inflação
de lá para cá. Criação do governo Fernando Henrique seguida pela desfaçatez pallociana, agora é um
reforço na evidência do retorno ao velho conservadorismo.
Para aproveitar o embalo do dia, o governo fez um aumento tríplice de impostos que incidem sobre os
combustíveis. Vão ser aumentados, portanto, os preços da gasolina e do diesel. Quem são os ferrados?
A classe média absorve, com raiva passageira e sem dificuldade real, cada novo preço da gasolina e do
álcool. Os usuários de transporte público, dos ônibus e vans, é que sofrem a mordida nos seus salários.
Em São Paulo e no Rio, as passagens de ônibus subiram de R$ 3 para R$ 3,50 e R$ 3,40. Quando o
preço do petróleo caiu à metade. Sem que haja redução nos preços finais dos combustíveis e, portanto,
das passagens. A expressiva diferença transforma-se em mais lucro para as empresas de transporte
público, encima do aumento das passagens já vigente e sobre o qual virá outro aumento, a pretexto do
novo preço dos combustíveis. Aumento, também, para a arrecadação de impostos. A soma desses
acréscimos é igual ao decréscimo do salário dos usuários.
Ficou lá atrás, como medida inaugural da era Levy/Rousseff, mas é tão simbólica que sempre valerá
lembrá-la: a redução do salário mínimo deste ano, de R$ 790 para R$ 788. Tirar R$ 2 do salário
mínimo, nem aqueles aventureiros da política econômica de Collor desceram a tanto. De dois em dois,
o governo espera arrecadar R$ 600 milhões no ano, em comparação com os R$ 21 bilhões esperados
só do arrastão desta semana. Para os que recebem salário mínimo, ao fim do mesmo ano, o governo
lhes terá tirado dois almoços e dois jantares de PF, o seu malsinado "prato feito".
Dilma Rousseff e Joaquim Levy têm muito apetite.e vão suas imaginações.
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