quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Crise hídrica revela relação sadomasoquista entre PSDB e povo de SP



No âmbito da informação inexplicável de que, segundo o instituto Datafolha, 53% dos paulistanos 
culpam Dilma Rousseff e Fernando Haddad pela falta de água em SP, mas consideram que Geraldo 
Alckmin não tem culpa alguma, a aceitação dos paulistas a todo sofrimento que o governo tucano lhes 
impõe revela uma relação espantosa entre o governante e os governados.
Daqui a três anos, onze meses e 26 dias, completar-se-ão VINTE E QUATRO ANOS de governos do 
PSDB em São Paulo. Nesse período, a situação no Estado degradou-se a olhos vistos, sobretudo do 
ponto de vista econômico. Mas, com o perdão pelo trocadilho, a aceitação bovina pelos paulistas dos 
problemas advindos da incúria do governo estadual na questão da distribuição de água fez essa relação 
quase sadomasoquista atingir o fundo do poço.
Geraldo Alckmin acaba de declarar que “Na prática [o racionamento de água] já ocorre desde o ano 
passado”. O comentário foi feito pelo governador paulista ao ser inquirido sobre a decisão da Justiça 
que o proibiu de multar em até 100% o consumidor que aumentar em 20% o consumo em relação à 
média (questionável) arbitrada pelo governo do Estado.
A proibição judicial decorreu da lei federal 11.445/207, a Lei do Saneamento, que exige a adoção de 
racionamento oficial pelos governos estaduais para que possam multar os consumidores por excesso de 
consumo, premissa que, por si só, constitui um contrassenso – consumidores são multados por 
consumir.
Ainda assim, o bom e velho aparelhamento da Justiça paulista pelo PSDB ao longo desse quase um 
quarto de século de poder do partido em São Paulo, mais uma vez rendeu frutos aos tucanos. Decisão 
do ultra tucano presidente do TJ-SP, José Renato Nalini, anulou decisão de primeira instância que, 
seguindo a lei, exigia a decretação de racionamento para que os consumidores paulistas fossem 
multados.
Eis que Alckmin aparece na tevê esbofeteando a população ao dizer que há racionamento, mas não há. 
Durante a tarde de quarta-feira 14, os portais de internet divulgaram que o governador paulista havia 
admitido, pela primeira vez, que São Paulo vive racionamento de água. À noite, nos telejornais, porém, 
ele diz que não há racionamento, mas “restrição hídrica”.
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