quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

TUCANOS CULPAM O MORTO NO PSDB E OS VIVOS NO PT


Oposição propõe investigação contra o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, falecido em 
março desse ano, em relatório paralelo da CPMI da Petrobras apresentado hoje; segundo o ex-
diretor da estatal Paulo Roberto Costa, o tucano teria solicitado R$ 10 milhões a ele em 2010; 
dinheiro teria sido pago pela construtora Queiroz Galvão; antes de mencionar o nome de 36 
pessoas, o documento elaborado pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) pede que voto em 
separado seja encaminhado ao MP "a fim de que sejam instaurados os competentes inquéritos 
policiais"; PSDB pede o indiciamento de outros 58 nomes, além da presidente da Petrobras, 
Graça Foster; e investigação da responsabilidade da presidente Dilma

247 – No relatório paralelo da CPMI da Petrobras apresentado nesta quarta-feira 17, o PSDB citou o 
nome de um tucano. Trata-se de Sérgio Guerra, ex-presidente do PSDB, acusado pelo ex-diretor da 
Petrobras Paulo Roberto Costa, em depoimento, de ter pedido a ele R$ 10 milhões em 2010. O 
dinheiro, segundo Costa, teria sido pago pela Queiroz Galvão, uma das empreiteiras investigadas na 
Operação Lava Jato.
Guerra, porém, faleceu em março desse ano. Antes de citar o nome de 36 pessoas, entre eles o do ex-
dirigente tucano, o documento elaborado pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) solicita que 
"cópia do presente voto em separado seja encaminhada ao Ministério Público, a fim de que sejam 
instaurados os competentes inquéritos policiais contra as pessoas referidas a abaixo, uma vez que seus 
nomes foram citados de forma a ensejar o aprofundamento da investigação dos mesmos".
A lista traz os nomes dos senadores Humberto Costa (PE) e Gleisi Hoffmann (PR), os dois do PT. Os 
tucanos pedem também o indiciamento de 58 pessoas, entre eles os do ex-petista André Vargas, do 
tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, do deputado Luiz Argôlo (SD-BA), do doleiro Alberto Youssef, 
dos ex-diretores da estatal Paulo Roberto Costa e Renato Duque, e do ex-gerente Pedro Barusco.
Além da lista, há um pedido de indiciamento da presidente da Petrobras, Graça Foster, e um pedido 
para que seja investigada a responsabilidade da presidente Dilma Rousseff sobre as irregularidades nas 
obras da Refinaria de Abreu e Lima, de Pernambuco. O texto diz ainda que "está claro" que "muitos 
dos atos criminosos perpetrados na Petrobras ocorreram com a ciência" da presidente Dilma e do ex-
presidente Lula.
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