segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

O "VAIDOSO DO SUPREMO" AVISA: TORTURADORES NÃO SERÃO PUNIDOS


Em entrevista à coluna da jornalista Sonia Racy, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo 
Tribunal Federal, decidiu antecipar sua posição em relação ao pedido que será apresentado 
nesta semana pela Comissão Nacional da Verdade, em seu relatório final, para revisão da Lei de 
Anistia; “Tecnicamente, não vejo qualquer fórmula ou instrumento para se chegar a essa 
revisão. A decisão do Supremo foi definitiva – e não há como vislumbrar uma virada de mesa”, 
disse Mello
Brasília 247 - Nesta semana, a Comissão Nacional da Verdade apresenta, em Brasília, seu relatório 
final sobre os crimes cometidos durante a ditadura militar. O relatório pedirá, ainda, a revisão da Lei de 
Anistia, para que torturadores sejam punidos por crimes cometidos contra a humanidade.
No entanto, em entrevista à coluna da jornalista Sonia Racy (leia aqui), o ministro Marco Aurélio 
Mello antecipou sua posiçnao e disse considerar impossível uma eventual revisão da Lei de Anistia.
Segundo ele, a lei “é uma página virada da história”, que não comporta revisão. “Tecnicamente, não 
vejo qualquer fórmula ou instrumento para se chegar a essa revisão. A decisão do Supremo foi 
definitiva – e não há como vislumbrar uma virada de mesa”.
"O tribunal já enfrentou uma articulação de inconstitucionalidade da Lei da Anistia. E, por uma 
maioria expressiva, apoiou a posição do relator, ministro Eros Grau, que manteve o texto. É um 
ministro insuspeito. No passado, atuou em movimentos contrários ao regime de exceção. Eu somei 
meu voto ao dele. E entendo que a Lei da Anistia é uma página virada. É um perdão em sentido 
maior", disse ainda Mello. "Na época, ela foi negociada como instrumento de passagem do regime de 
exceção para a democracia. E se mostrou bilateral. Beneficiava não só os que combateram o aparelho 
repressor como aqueles que nele atuavam. Nós precisamos cuidar do futuro, não do passado. Vamos 
buscar melhores dias para o Brasil. Que venham esses melhores dias para os nossos netos. Creio que 
não interessa à sociedade brasileira nem à paz social o reexame do tema."
__________________________________________________

Nenhum comentário: