segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

O ATAQUE Á PETROBRÁS NA BOLSA


Ações da estatal desabaram no pregão desta segunda-feira 15 (PETR3, R$ 8,52, -9,94%; 
PETR4, R$ 9,18, -9,20%); perdas puxaram o Ibovespa, que terminou o dia em -2,05%; índice 
chegou a operar em queda de 3,23% no meio da tarde; movimento de queda da Petrobras segue 
o adiamento para janeiro da divulgação do seu balanço não auditado do terceiro trimestre, na 
última sexta-feira, e, consequente, corte do preço-alvo dos papéis pelo HSBC; hoje foi a sexta 
sessão seguida de desvalorização da empresa.

Por Fernando Brito


O ataque especulativo que as ações da Petrobras estão sofrendo tem um significado muito claro.
Não corresponde, em hipótese alguma aos “perigos” que os desvios de recursos produzidos por Paulo 
Roberto Costa e Cia possam ter produzido.
Mesmo que tenham atingido o bilhão de reais que a mídia acena, isso não corresponde, sequer, a um 
mês de lucro da companhia.



Há razões objetivas óbvias para a queda que passam muito longe deste motivo: a queda de 40% no 
preço do petróleo no mercado internacional.
Que só é mencionada, nas análises de nosso jornalismo econômico muito en passant.
As perdas das petroleiras no mercado acionário são generalizadas. Chevron, Shell e BP caíram, desde 
outubro, algo em torno de 20%
Claro que as da Petrobras, com ataque desfechado contra a empresa, no último mês, ultrapassaram com 
folga as demais.
Qual é a chance que o mercado vê?
A primeira, é óbvio, é impor uma derrota a Dilma forçando-a a entregar a cabeça de Graça Foster, em 
nome de deter o vórtice onde o mercado está lançando a petroleira brasileira.
Mas isso é o tático. O estratégico é…
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