segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

ERUNDINA: 'APOIO AO PSDB DESFIGUROU O PSB'


Deputada Luiza Erundina (PSB-SP) bate duro no seu próprio partido, que teria perdido 
completamente a identidade ao apoiar Aécio Neves (PSDB-MG), no segundo turno das eleições 
presidenciais, por decisão de Marina Silva; "Não é aquele partido para o qual eu fui em 1997. 
Nas eleições fez concessões a segmentos conservadores. Agora, faz um jogo que se confunde com 
a direita mais reacionária do Congresso", diz ela; "Discordei da posição de Marina no segundo 
turno, especialmente da forma como se deu. Ela até colocou o emblema do outro candidato no 
peito", relembra.

247 - A deputada Luiza Erundina (PSB-SP), eleita para um quinto mandato com 177 mil votos, 
concedeu uma importante entrevista ao jornalista Fernando Taquari, do Valor Econômico, sobre a crise 
que hoje vive o PSB, que, na campanha presidencial, migrou da centro-esquerda para a centro-direita, 
ao apoiar o candidato Aécio Neves (PSDB-SP) no segundo turno.
"O PSB, primeiro, tem que voltar a ser socialista. Hoje, não é nada. Está completamente desfigurado e 
sem identidade pelos erros todos que cometeu. Não é aquele partido para o qual eu fui em 1997. Nas 
eleições fez concessões a segmentos conservadores. Agora, faz um jogo que se confunde com a direita 
mais reacionária do Congresso ao mesmo tempo que diz que vai apoiar o governo Dilma em certas 
questões", diz ela.
"Essa dubiedade mostra que o PSB não tem um projeto para o país e, pior, está distante de se seus 
compromissos originais. Um partido não deve existir para disputar o poder a cada quatro anos, 
mas para propor soluções aos problemas estruturais do país."
Sobre o apoio ao PSDB no segundo turno, Erundina usa a palavra "absurdo". "O Campos dizia que 
deveríamos quebrar a polarização para ser a terceira força. Ao optar por um dos polos, você não só 
preserva a polarização, como fortalece um dos lados. O ideal era ter liberado os companheiros até pelas 
alianças regionais que foram feitas com PT e PSDB. Discordei da posição de Marina no segundo 
turno, especialmente da forma como se deu. Ela até colocou o emblema do outro candidato no peito."
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