Jornal GGN - O vereador Antonio Donato (PT-SP) é uma das unanimidades da Câmara de
Vereadores de São Paulo. Dono de uma biografia limpa, tornou-se Secretário de Governo do
prefeito Fernando Haddad no início da operação que descobriu a máfia do ISS. Foi alvo de uma
represália dos suspeitos: acusaram-nos de receber mesada da máfia. Foram acusações
declaratórias, que não vieram acompanhadas de nenhuma prova.
prefeito Fernando Haddad no início da operação que descobriu a máfia do ISS. Foi alvo de uma
represália dos suspeitos: acusaram-nos de receber mesada da máfia. Foram acusações
declaratórias, que não vieram acompanhadas de nenhuma prova.
Mesmo assim, Donato foi alvo de uma campanha implacável de mídia, dentro do modelo de
assassinato de reputação consagrado pelo jornalismo contemporâneo. Investigações foram
abertas em vários órgãos e, em todas elas, Donato foi inocentado.
abertas em vários órgãos e, em todas elas, Donato foi inocentado.
Mas o jornal prossegue nas suas manchetes o trabalho de assassinar sua reputação, mesmo
de inocentado.
de inocentado.
da Folha Petista citado na Máfia do ISS presidirá Câmara de SP
Antonio Donato, ex-braço direito de Haddad, teve apoio de 46 vereadores
Parlamentar, que foi investigado sob suspeita de receber dinheiro de fiscais, nega as acusações
O petista Antonio Donato (PT), 54, foi eleito presidente da Câmara de São Paulo nesta segunda-feira
Integrante da base de sustentação do prefeito Fernando Haddad (PT), Donato foi candidato único e
teve apoio de 46 dos 55 vereadores do legislativo paulistano.
Ex-braço direito do prefeito, o petista deixou o cargo de secretário de Governo no ano passado, após
ser citado na investigação sobre a Máfia do ISS (Imposto Sobre Serviços).
Esse esquema, organizado por auditores fiscais da prefeitura, teria desviado R$ 500 milhões dos cofres
públicos.
Pelo menos duas testemunhas dizem ter dado dinheiro para a campanha de Donato. Um dos acusados
afirmou que dava mesada de R$ 20 mil a ele em seu mandato de vereador, entre 2011 e 2012.
As acusações não tiraram o prestígio do então secretário --que também foi coordenador da campanha
de Haddad-- na cúpula do PT.
O vereador diz ter sido alvo de acusações levianas e que abriu suas contas a todos os órgãos de
controle financeiro e nada foi constatado.
"Quando decidi sair [da secretaria de Governo] foi justamente para me defender com tranquilidade,
sem expor o governo e para minha conveniência", disse Donato.
"Fiz isso durante um ano, fui investigado por vários órgãos de controle que não constataram nada na
minha vida. Estou à disposição para o que o precisarem, mas já prestei todos os esclarecimentos",
declarou.
PROPOSTAS
Donato assume o cargo em 1º de janeiro, no lugar de José Américo (PT), que ficou dois anos à frente
da Casa.
De lá para cá, Haddad conseguiu manter maioria para votar projetos do prefeito, o que não deve mudar.
Donato diz que pretende até o final do ano colocar em votação o projeto de Lei de Uso e Ocupação do
Solo, que define regras para construções bairro a bairro.
"A lei aplica as diretrizes do Plano Diretor concretamente, em cada quarteirão. É um debate importante
para cada cidadão", afirmou.
Também foram eleitos Edir Sales (PSD), como vice-presidente, e Aurélio Nomura (PSDB), como
primeiro-secretário, seguindo a lógica da proporcionalidade entre as maiores bancadas.
Mas nem todos da base aliada de Haddad endossaram a eleição de Donato.
Os vereadores do PMDB não votaram. Segundo Nelo Rodolfo, essa foi uma opção da bancada. "O
PMDB entendeu que deveria ficar de fora. Não nos ofereceram cargos na mesa diretora e também não
pedimos", disse.
Também não votaram Ricardo Young (PPS) e Gilberto Natalini (PV), da oposição.
Antonio Donato, ex-braço direito de Haddad, teve apoio de 46 vereadores
Parlamentar, que foi investigado sob suspeita de receber dinheiro de fiscais, nega as acusações
O petista Antonio Donato (PT), 54, foi eleito presidente da Câmara de São Paulo nesta segunda-feira
Integrante da base de sustentação do prefeito Fernando Haddad (PT), Donato foi candidato único e
teve apoio de 46 dos 55 vereadores do legislativo paulistano.
Ex-braço direito do prefeito, o petista deixou o cargo de secretário de Governo no ano passado, após
ser citado na investigação sobre a Máfia do ISS (Imposto Sobre Serviços).
Esse esquema, organizado por auditores fiscais da prefeitura, teria desviado R$ 500 milhões dos cofres
públicos.
Pelo menos duas testemunhas dizem ter dado dinheiro para a campanha de Donato. Um dos acusados
afirmou que dava mesada de R$ 20 mil a ele em seu mandato de vereador, entre 2011 e 2012.
As acusações não tiraram o prestígio do então secretário --que também foi coordenador da campanha
de Haddad-- na cúpula do PT.
O vereador diz ter sido alvo de acusações levianas e que abriu suas contas a todos os órgãos de
controle financeiro e nada foi constatado.
"Quando decidi sair [da secretaria de Governo] foi justamente para me defender com tranquilidade,
sem expor o governo e para minha conveniência", disse Donato.
"Fiz isso durante um ano, fui investigado por vários órgãos de controle que não constataram nada na
minha vida. Estou à disposição para o que o precisarem, mas já prestei todos os esclarecimentos",
declarou.
PROPOSTAS
Donato assume o cargo em 1º de janeiro, no lugar de José Américo (PT), que ficou dois anos à frente
da Casa.
De lá para cá, Haddad conseguiu manter maioria para votar projetos do prefeito, o que não deve mudar.
Donato diz que pretende até o final do ano colocar em votação o projeto de Lei de Uso e Ocupação do
Solo, que define regras para construções bairro a bairro.
"A lei aplica as diretrizes do Plano Diretor concretamente, em cada quarteirão. É um debate importante
para cada cidadão", afirmou.
Também foram eleitos Edir Sales (PSD), como vice-presidente, e Aurélio Nomura (PSDB), como
primeiro-secretário, seguindo a lógica da proporcionalidade entre as maiores bancadas.
Mas nem todos da base aliada de Haddad endossaram a eleição de Donato.
Os vereadores do PMDB não votaram. Segundo Nelo Rodolfo, essa foi uma opção da bancada. "O
PMDB entendeu que deveria ficar de fora. Não nos ofereceram cargos na mesa diretora e também não
pedimos", disse.
Também não votaram Ricardo Young (PPS) e Gilberto Natalini (PV), da oposição.
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