sexta-feira, 7 de novembro de 2014

APÓS LUCRO DE R$ 5 BILHÕES, PARTIDO DE MARINA SILVA RETOMA RECLAMAÇÕES


O ITAÚÚÚ malha Petrobras em relatório após reajuste de 3% no preço da gasolina; ação da 
estatal "merece ser negociada com desconto, a despeito do crescimento da produção", diz texto 
do Itaú BBA distribuído hoje ao mercado; instituição cobrou aumento, governo avisou que o 
daria antes do final do ano, mas gesto foi classificado como "vitória de Pirro a um custo 
devastador" no relatório da instituição de o banco de Roberto Setubal; com lucro líquido de R$ 
5 bilhões no 3º trimestre, Itaú pagará à herdeira Neca Setubal, segundo a consultoria 
Economatica, R$ 14 milhões em dividendos este ano; mas, pelo Face, Neca reproduziu ontem 
artigo da Principal Bolsista do ITAÚÚÚ  Marina Silva atacando política econômica; choro de 
barriga cheia vale?

247 – Durante a campanha eleitoral, debaixo de cobranças de diversas frentes por um aumento no 
preço dos combustíveis, o ministro da Fazenda, Guido Fazenda, e a presidente Dilma Rousseff, na 
condição de candidata à reeleição, deram a mesma resposta: até o final do ano, a exemplo do que 
ocorreu em anos anteriores, o reajuste seria dado. Agora, um dia após o anúncio da Petrobras de que os 
preços da gasolina e do óleo diesel subirão, respectivamente, 3% e 5% para os distribuidores, quem 
cobrava passou a criticar a medida pedida e atendida.
Nesse rol, em particular, se sobressai na crítica o banco Itaú BBA – braço de investimentos da 
instituição das família Setubal. Em relatório ao mercado, o Itaú considera que a Petrobras não tem uma 
política "transparente" para preços dos combustíveis – apesar de o governo estar praticando, a cada 
final de ano, um índice de reajuste. Por esta e outras razão, prega o relatório um castigo à estatal, que 
deveria ter o preço de suas ações rebaixado para compra e venda.
- Na ausência de uma política de preços transparente e dos níveis de endividamento, a Petrobras 
merece ser negociada com desconto em relação a seus pares a despeito do aumento de produção, 
escreveu, em estilo bastante direto e reto, a analista Paula Kovarsky. Como resultado, o Itaú rebaixo o 
preço-alvo da ações da estatal, orientando o mercado a pagar menos pelos papéis da companhia.
O contexto de mais essa crítica do Itaú é dos mais interessantes. Dois dias atrás, o banco presidido por 
Roberto Setubal apresentou o maior lucro líquido entre todas as instituições financeiras do País, 
chegando a R$ 5,4 bilhões apenas no 3º trimestre deste ano. Um resultado obtido à maior seletividade 
no crédito e ao aumento da próprias tarifas sobre os clientes.
Com este número reluzente, o Itaú poderá pagar fortunas em dividendos aos seus acionistas. Para ficar 
apenas na herdeira da instituição, Neca Setubal, dona de parte da Itausa, a holding que controla o 
banco e os negócios a ele ligados, a conta é de um rendimento, apenas este ano, de cerca de R$ 14 
milhões. O cálculo foi feito pela renomada consultoria Economatica.
Mesmo Neca, porém, continua sem encontrar motivo para comemorar. Depois de ter feito o papel de 
braço direito da candidata Marina Silva durante a eleição presidencial, ela continua fiel escudeira da ex-
senadora. Em sua página no Facebook, ontem, Neca manifestou seu descontentamento com a política 
econômica reproduzindo artigo de Marina com críticas aos movimentos pós-eleitorais do governo.
É franqueado a todos reclamar da situação. Inclusive aos que estão, como diz o dito popular, chorando 
de barriga cheia. Ocorre, nesses casos, de o choro não ser levado a sério.
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