terça-feira, 4 de novembro de 2014

A FRENTE AMPLA DE ESQUERDA DE CID GOMES


O governador do Ceará, Cid Gomes, apresentou à presidente Dilma Rousseff a proposta de 
criação de uma frente de esquerda ou até um novo partido de apoio a seu governo para garantir 
a governabilidade no segundo mandato; o grupo, segundo Gomes, reunirá parlamentares de 
partidos de esquerda insatisfeitos com suas legendas; “Esse movimento, de ter uma frente ou 
partido de centro, para além do PMDB, e um partido ou frente à esquerda, ajuda na 
governabilidade e reduz o espaço para a pressão”, avaliou Cid.

Agência Brasil

O governador do Ceará, Cid Gomes, apresentou hoje (4) à presidenta Dilma Rousseff a proposta de 
criação de uma frente de esquerda ou até um novo partido de apoio a seu governo para garantir a 
governabilidade no segundo mandato. O grupo, segundo Gomes, reunirá parlamentares de partidos de 
esquerda insatisfeitos com suas legendas e que desejam garantir apoio a Dilma.
A iniciativa do governador cearense é paralela à estratégia do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) de 
refundar o PL, também para fortalecer a base de apoio ao governo Dilma. “Esse movimento, de ter 
uma frente ou partido de centro, para além do PMDB, e um partido ou frente à esquerda, ajuda na 
governabilidade e reduz o espaço para a pressão”, avaliou Cid Gomes.
O governador não comentou a receptividade da presidenta à proposta, mas saiu da reunião no Palácio 
do Planalto dizendo que já começará as articulações para a formação do novo bloco. O governador, 
filiado ao PROS, disse que, além de seu partido, integrantes de legendas como o PDT, o PCdoB, o 
PSB e até do PSOL podem vir a integrar o bloco ou novo partido.
“Isso tem que ser discutido para que a gente aprimore e veja a melhor estratégia. O ideal seria compor 
inicialmente uma frente que possa evoluir na sequência para um novo partido, que resulte na fusão de 
alguns partidos”, detalhou. A meta, segundo Gomes, é que o novo grupo tenha, pelo menos, 10% dos 
parlamentares do Congresso, tamanho que só as bancadas do PT, PMDB e PSDB têm atualmente.
Antes de deixar o governo do Ceará, em dezembro, Cid Gomes disse que pretende ajudar Dilma a 
enfrentar dificuldades de governar por conta de “sentimentos raivosos” resultantes do processo 
eleitoral. “Quero ajudá-la nisso. E essa articulação é importante para reduzir um pouco a estratégia dos 
que querem prejudicá-la, prejudicar o país, prejudicar o governo. Quero ajudá-la nisso, me coloquei à 
disposição e vou fazer.”
Perguntado sobre uma eventual indicação para compor o ministério de Dilma no segundo mandato, 
Gomes desconversou e disse que não comentará especulações. Seu objetivo após deixar o governo é 
passar uma temporada nos Estados Unidos como consultor do Banco Interamericano de 
Desenvolvimento.
Gomes veio a Brasília para o encontro com Dilma junto com o governador eleito do Ceará, Camilo 
Santana (PT). Os dois conversaram com a presidenta sobre grandes projetos de infraestrutura em 
andamento no estado, como o Eixão das Águas e a ampliação do metrô de Fortaleza. O governador 
eleito também apresentou demandas para os próximos anos, entre elas, a implantação de uma refinaria 
da Petrobras.
“O primeiro pedido foi a refinaria. Já está tudo pronto, o governador Cid preparou todas questões 
burocráticas exigidas para a implantação da refinaria e queremos que ela seja iniciada o mais rápido 
possível. Já temos uma siderúrgica e a refinaria seria fundamental para o futuro do estado do Ceará”, 
pediu Santana.
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