quarta-feira, 24 de setembro de 2014

LULA: "NÃO É A TOA QUE ESSE GOVERNADOR TEM APELIDO DE "PICOLÉ DE CHU CHU"


“Não é à toa que esse governador tem apelido de picolé de chuchu. É insosso, como se fosse 
comida sem sal. Nunca fala de nenhum problema do Estado, nunca responde por nada”, disse o 
ex-presidente Lula, em uma tentativa de alavancar Alexandre Padilha em comício de 
Guarulhos; ex-ministro aparece em terceiro lugar na disputa pelo governo do Estado; já 
Geraldo Alckmin (PSDB) mantém vantagem com 49% das intenções de voto segundo Globope.

Em mais uma tentativa de levar a disputa no Estado de São Paulo para o segundo turno, o 
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar o governador e candidato à reeleição Geraldo 
Alckmin (PSDB), a quem acusa de fugir das responsabilidades pelos problemas do Estado e não tomar 
decisão.
“Não é à toa que esse governador tem apelido de picolé de chuchu. É insosso, como se fosse comida 
sem sal. Nunca fala de nenhum problema do Estado, nunca responde por nada”, disse Lula durante 
comício de Alexandre Padilha, candidato do PT ao governo do Estado, em Guarulhos (Grande SP).
Lula ainda citou a crise de abastecimento pela qual passa o Estado e disse que, “quando faltar água”, 
os tucanos jogarão a culpa no PT. “Eles governam este Estado há 20 anos e não fizeram uma obra 
para ajudar. Não foram capazes de colocar um copo de água a mais no Cantareira”, disse. 
“Quando faltar água aqui em Guarulhos, vão culpar o (Sebastião) Almeida; quando faltar água 
em São Bernardo, vão por a culpa no (Luiz) Marinho. Daqui a pouco vão jogar a culpa em cima 
da Dilma”, continuou o ex-presidente.
A participação de Lula nos eventos da agenda de Padilha será intensificada nesta reta final de 
campanha. Nesta quarta-feira, a 12 dias do primeiro turno, a presença do ex-presidente é dada como 
certa em uma caminhada em Mauá e, depois, em um comício em Santo André – municípios que, assim 
como Guarulhos, são governados pelo PT.
O ex-presidente ainda reclamou do tratamento da imprensa: "Para nós do PT, a eleição nunca é 
moleza. Embora a imprensa tenha nascido para informar corretamente as coisas, aqui no Brasil e em 
São Paulo age como se fosse linha auxiliar dos nossos adversários e trabalhando contra o PT 24 horas 
por dia. Não estou falando desses meninos que estão aqui escrevendo, é que há uma decisão editorial 
de falar mal do PT, há uma política determinada de não falar das coisas boas que o PT faz", afirmou.
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