terça-feira, 23 de setembro de 2014

DILMA: BRASIL REPUDIA ATAQUES AÉREOS NA SÍRIA


"Lamento enormemente isso", declarou a presidente sobre ataques liderados pelos Estados 
Unidos desde a noite desta segunda-feira para combater o grupo terrorista Estado Islâmico; 
segundo Dilma Rousseff, agressões militares podem colher resultados imediatos, mas trazem 
consequências deletérias para países e regiões no médio e longo prazos; a posição do Brasil será 
deixada clara na abertura da Assembleia Geral da ONU, nesta quarta-feira, quando Dilma 
discursará antes de Barack Obama

247 – O Brasil repudia os ataques aéreos coordenados pelos Estados Unidos contra a Síria, a fim de 
desmantelar o grupo terrorista Estado Islâmico, afirmou nesta terça-feira 23 a presidente Dilma 
Rousseff, que discursou na Cúpula do Clima, em Nova York. Segundo ela, agressões militares podem 
colher resultados imediatos, mas trazem consequências deletérias para países e regiões no médio e 
longo prazos.
"Lamento enormemente isso. O Brasil sempre vai acreditar que a melhor forma é o diálogo, o acordo e 
a intermediação da ONU. Eu não acho que nós podemos deixar de considerar uma questão. Nos 
últimos tempos, todos os últimos conflitos que se armaram tiveram uma consequência. Perda de vidas 
humanas dos dois lados, agressões sem sustentação aparentemente podem dar ganhos imediatos, mas 
depois causam prejuízos e turbulências. É o caso do Iraque, está lá provadinho. Na Líbia, a 
consequência no Sahel. A mesma coisa na Faixa de Gaza", exemplificou.
A posição do País se tornará clara para a comunidade internacional, segundo Dilma, durante seu 
discurso nesta quarta-feira 24 na abertura da 69ª Assembleia Geral das Nações Unidas. Como abrirá o 
encontro, ela discursará antes do presidente dos EUA, Barack Obama. A presidente afirmou que o 
Conselho de Segurança da ONU "tem que ter maior representatividade" quanto aos conflitos 
internacionais.
"Nós repudiamos sempre o morticínio e a agressão dos dois lados. E, além disso, não acreditamos que 
seja eficaz. O Brasil é contra todas as agressões. E inclusive acha que o Conselho de Segurança da 
ONU tem que ter maior representatividade, para impedir esta paralisia do Conselho diante do aumento 
dos conflitos em todas as regiões do mundo", ressaltou.
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