Eles viram o gol, mas perderam o trem. O que todos temiam, aconteceu enfim. Torcedores
perderam o último trem do Metrô depois do jogo de ontem na Arena Corinthians.Uma coisa era
perder o Metrô no Pacaembu, região central. Os precavidos [como eu] saíam antes do término
do jogo e literalmente corriam até a Estação Paulista.Outra, em Itaquera.
por : Kiko Nogueira
Pobre torcedor brasileiro. Pobre corintiano. Num campeonato do jeito que é, ainda mais triste na ressaca do pós-Copa, ter de sair 10 minutos antes do final da partida para poder ir para casa é dureza.
Na quarta passada, muitos não viram o terceiro gol do Corinthians, de Renato Augusto, na vitória de 3 a 0 sobre o Bahia.
A partida começou às 22h por causa da novela. O último metrô sai um pouco depois da meia-noite. Quem foi embora antes soube pelo rádio do pênalti, ou ouviu ao longe os gritos no estádio (o que é mais desesperador). Quem esperou teve de se virar. Os que estavam de carro foram para a cama à 1 da manhã.
O horário estapafúrdio das partidas é definido pela CBF e pela Globo, a detentora dos direitos do torneio.
Um torcedor criou um abaixo assinado online reclamando trens por mais tempo. O presidente do Corinthians, Mario Gobbi, terá uma audiência com Alckmin para insistir nesse ponto.
Ora, Alckmin não deve mudar nada — e estará correto. Não faz sentido o transporte público de uma cidade fazer uma mudança como essa em função de um clube.
A voz sensata partiu da vice-prefeita Nádia Campeão. Em entrevista à ESPN, ela disse que “é mais razoável antecipar o horário das partidas do que mudar o funcionamento de toda a rede de transporte de massa”. Para Nádia, “o interesse público deve continuar preservado”.
O Brasil é o único caso, no mundo civilizado ou relativamente civilizado, em que a grade de uma TV determina desta maneira a agenda do futebol e de uma metrópole.
Já causa estrago suficiente os clubes serem reféns desses contratos milionários. Se o dinheiro servisse para melhorar o nível do espetáculo,
por : Kiko Nogueira
Pobre torcedor brasileiro. Pobre corintiano. Num campeonato do jeito que é, ainda mais triste na ressaca do pós-Copa, ter de sair 10 minutos antes do final da partida para poder ir para casa é dureza.
Na quarta passada, muitos não viram o terceiro gol do Corinthians, de Renato Augusto, na vitória de 3 a 0 sobre o Bahia.
A partida começou às 22h por causa da novela. O último metrô sai um pouco depois da meia-noite. Quem foi embora antes soube pelo rádio do pênalti, ou ouviu ao longe os gritos no estádio (o que é mais desesperador). Quem esperou teve de se virar. Os que estavam de carro foram para a cama à 1 da manhã.
O horário estapafúrdio das partidas é definido pela CBF e pela Globo, a detentora dos direitos do torneio.
Um torcedor criou um abaixo assinado online reclamando trens por mais tempo. O presidente do Corinthians, Mario Gobbi, terá uma audiência com Alckmin para insistir nesse ponto.
Ora, Alckmin não deve mudar nada — e estará correto. Não faz sentido o transporte público de uma cidade fazer uma mudança como essa em função de um clube.
A voz sensata partiu da vice-prefeita Nádia Campeão. Em entrevista à ESPN, ela disse que “é mais razoável antecipar o horário das partidas do que mudar o funcionamento de toda a rede de transporte de massa”. Para Nádia, “o interesse público deve continuar preservado”.
O Brasil é o único caso, no mundo civilizado ou relativamente civilizado, em que a grade de uma TV determina desta maneira a agenda do futebol e de uma metrópole.
Já causa estrago suficiente os clubes serem reféns desses contratos milionários. Se o dinheiro servisse para melhorar o nível do espetáculo,
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