quinta-feira, 17 de julho de 2014

Em vídeo, Lula diz que política está 'apodrecida' e defende reforma



Jornal GGN - “Não é apenas a juventude que está desencantada com a política. Tem uma sociedade inteira desencantada com a política. Outro dia, numa entrevista à imprensa estrangeira, eu disse que a política está apodrecida. Aqui e em diversas partes do mundo, há uma rejeição à política.
A fragilidade das lideranças cresceu muito, eles já não têm mais a mesma representatividade. A política aparece na televisão como se fosse uma coisa ruim. As pessoas não têm por que gostar.”
Tomando a dianteira pela concretização de uma reforma política, o ex-presidente Lula agora é protagonista de três vídeos divulgados pelo Instituto Lula essa semana. Na última peça, disponibilizada na rede na manhã dessa quinta-feira (17), o presidente de honra do PT convoca a juventude a repensar a importância da política para a democracia, e reafirma que o partido da presidente Dilma Rousseff se dedica a recolher pelo menos 1,5 milhão de assinaturas para encampar uma Constituinte exclusiva para debater mudanças no processo eleitoral e nos sistema partidário.
“A estrutura partidária no Brasil, a forma de organização e a regulamentação partidária tem de mudar radicamente. [Queremos] Ter partidos mais sérios, acabar com partidos laranjas, partidos de aluguel, partidos que utilizam seu tempo para fazer negócios. Queremos que seja convocada uma Constituinte exclusiva, com pessoas eleitas só para fazer reforma política. E, na minha ideia, essas pessoas depois não poderão ser candidatos. É preciso que elas sejam eleitas para fazer a reforma política", opinou Lula.
O ex-presidente petista ainda defendeu o voto em lista fechada e o financiamento público de campaha. "O partido é que tem de indicar quem são os melhores nomes [para disputar a eleição] e responsabilizar essas pessoas. O deputado não pode ser avulso, tem de ser do partido. Se ele trair o partido, tem de ser expulso, deve sair, porque o mandato pertence ao partido", disse. "O financiamento [de campanha] tem de ser público. Essa é a forma mais honesta na face da Terra, para não permitir que empresários tenham influência na eleição. Eu sou tão sectário nesse aspecto que acho que financiamento privado deveria ser crime inafiançável", acrescentou.

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