Praia de Alter do Chão, uma das centenas que poderão ser afetadas pelo barro e por produtos
químicos dos garimpos, dando um golpe no turismo e em milhares de empregos.
“A partir dos resultados (da pesquisa), em caso afirmativo, V. Exa. anuncie de imediato as providências corretivas, a fim de salvaguardar a saúde do grande rio e de suas populações, a economia de cerca de metade do Estado do Pará, notadamente o turismo, que será fatalmente afetado caso se comprove a contaminação das águas e das praias”.
O governo do Estado do Pará nada respondeu, passados três meses desde que o vice-governador Helenilson Pontes recebeu, em Santarém, uma carta assinada por 1.728 pessoas solicitando uma pesquisa a fim de determinar os níveis de contaminação do Rio Tapajós e seus principais afluentes por efeito da garimpagem ilegal que se realiza no Oeste do Estado.

O vice-governador recebeu a carta pública no dia 13 de fevereiro. Cadê a resposta?
A carta foi entregue a Helenilson no dia 13 de fevereiro. Nela os signatários mostram os riscos à saúde pública, envolvendo mais de 600 mil pessoas residentes nos sete municípios do Vale do Tapajós - Santarém, Belterra, Aveiro e Itaituba, Jacareacanga, Trairão e Novo Progresso, notadamente pelo emprego de mercúrio - o mais venenoso dos metais pesados - e cianeto, no processo de cata de ouro nos garimpos da região.

O surfista Gil Serique e muitos outros podem ainda ver as águas do lago de Alter do
O governo do Estado do Pará nada respondeu, passados três meses desde que o vice-governador Helenilson Pontes recebeu, em Santarém, uma carta assinada por 1.728 pessoas solicitando uma pesquisa a fim de determinar os níveis de contaminação do Rio Tapajós e seus principais afluentes por efeito da garimpagem ilegal que se realiza no Oeste do Estado.

O vice-governador recebeu a carta pública no dia 13 de fevereiro. Cadê a resposta?
A carta foi entregue a Helenilson no dia 13 de fevereiro. Nela os signatários mostram os riscos à saúde pública, envolvendo mais de 600 mil pessoas residentes nos sete municípios do Vale do Tapajós - Santarém, Belterra, Aveiro e Itaituba, Jacareacanga, Trairão e Novo Progresso, notadamente pelo emprego de mercúrio - o mais venenoso dos metais pesados - e cianeto, no processo de cata de ouro nos garimpos da região.
O surfista Gil Serique e muitos outros podem ainda ver as águas do lago de Alter do
Chão poluídas pelos despejos que descem dos garimpos do médio e alto Tapajós
A carta mostra como o descaso das autoridades está pondo em risco, além da saúde pública, a economia de todo o Oeste, caso o Tapajós, o principal rio da região, além do Jamanxim e outros afluentes venham a ter as suas águas comprometidas pela contaminação.
Naquela região há diversos investimentos públicos e privados no setor do turismo. Uma das localidades mais decantadas, Alter do Chão, está sujeita a ter as suas praias inviabilizadas, tanto pela presença de elementos tóxicos como o branco das praias poderá amarelar-se pela ação do barro despejado dentro do Tapajós, como já ocorreu há 25 anos.
A carta entregue ao vice-governador dá o prazo até junho para divulgação dos primeiros resultados, no entanto até agora nenhuma providência foi tomada, entre elas o convênio prometido para ser efetivado entre o governo paraense e a Universidade Federal do Oeste do Pará, a fim de efetivar-se a pesquisa.
Entre outras providências, a petição solicita o seguinte:
“Esta pesquisa, em caráter emergencial, analisará amostras de pelo menos 20 trechos do rio entre a foz, diante de Santarém, e o seu curso médio, diante da cidade de Jacareacanga, abrangendo as partes mais largas e mais estreitas do rio. A pesquisa também analisará amostras dos principais afluentes do Tapajós, particularmente o Jamanxim, o Crepori, o Rio das Tropas e outros mais significativos, devendo responder à pergunta básica: O Rio Tapajós e seus principais afluentes estão sofrendo processo de contaminação por elementos físicos e químicos estranhos à sua composição hídrica natural?”
Prossegue a carta:
Esta pergunta se desdobra (em caso afirmativo): Que elementos contaminantes são estes? Quais os níveis da presença de elementos estranhos nas águas do rio? Há riscos para a saúde animal e humana? Há contaminação da fauna aquática, especialmente das espécies mais consumidas na região? Há contaminação do plâncton e da cadeia alimentar? Já existe contaminação humana? Há mudança de coloração das águas do Tapajós? Se prosseguir (em caso afirmativo) o processo de acumulação contaminante, quais as consequências possíveis para o ecossistema natural e humano?”
Os signatários requerem: “Solicitamos que as providências para a referida pesquisa sejam iniciadas de imediato (fevereiro de 2014) e que seus primeiros resultados conclusivos sejam divulgados até final de junho, quando os rios estão cheios. Dependendo da metodologia a ser adotada pelos pesquisadores, uma nova investigação poderá ser levada a campo no mês de outubro ou setembro, quando os rios estão com seus níveis baixos. E que, a partir dos resultados, em caso afirmativo, V. Exa. e demais autoridades aqui nomeadas anunciem de imediato as providências corretivas, a fim de salvaguardar a saúde do grande rio e de suas populações, e a economia de cerca de metade do Estado do Pará, notadamente o turismo, que será fatalmente afetado caso se comprove a contaminação das águas e das praias.
Ação judicial
No correr da próxima semana o advogado José Ronaldo Dias Campos vai receber a documentação necessária para instruir a denúncia que será encaminhada ao Ministério Público, caso o governo se mantenha omisso em relação à petição pública.
O grupo dos Amigos do Tapajós, que idealizou a petição, vai esperar até junho, como solicitado na carta. Caso não obtenham resposta, ingressarão na justiça, com o apoio das diversas entidades populares que lutaram contra a devastação do Lago Juá, promovido pela empresa construtora Buriti, que nesta semana anunciou o abandono do projeto.
Mais detalhes, veja aqui na Carta aberta ao governador do Pará pela vida no Vale do Rio Tapajós
A carta mostra como o descaso das autoridades está pondo em risco, além da saúde pública, a economia de todo o Oeste, caso o Tapajós, o principal rio da região, além do Jamanxim e outros afluentes venham a ter as suas águas comprometidas pela contaminação.
Naquela região há diversos investimentos públicos e privados no setor do turismo. Uma das localidades mais decantadas, Alter do Chão, está sujeita a ter as suas praias inviabilizadas, tanto pela presença de elementos tóxicos como o branco das praias poderá amarelar-se pela ação do barro despejado dentro do Tapajós, como já ocorreu há 25 anos.
A carta entregue ao vice-governador dá o prazo até junho para divulgação dos primeiros resultados, no entanto até agora nenhuma providência foi tomada, entre elas o convênio prometido para ser efetivado entre o governo paraense e a Universidade Federal do Oeste do Pará, a fim de efetivar-se a pesquisa.
Entre outras providências, a petição solicita o seguinte:
“Esta pesquisa, em caráter emergencial, analisará amostras de pelo menos 20 trechos do rio entre a foz, diante de Santarém, e o seu curso médio, diante da cidade de Jacareacanga, abrangendo as partes mais largas e mais estreitas do rio. A pesquisa também analisará amostras dos principais afluentes do Tapajós, particularmente o Jamanxim, o Crepori, o Rio das Tropas e outros mais significativos, devendo responder à pergunta básica: O Rio Tapajós e seus principais afluentes estão sofrendo processo de contaminação por elementos físicos e químicos estranhos à sua composição hídrica natural?”
Prossegue a carta:
Esta pergunta se desdobra (em caso afirmativo): Que elementos contaminantes são estes? Quais os níveis da presença de elementos estranhos nas águas do rio? Há riscos para a saúde animal e humana? Há contaminação da fauna aquática, especialmente das espécies mais consumidas na região? Há contaminação do plâncton e da cadeia alimentar? Já existe contaminação humana? Há mudança de coloração das águas do Tapajós? Se prosseguir (em caso afirmativo) o processo de acumulação contaminante, quais as consequências possíveis para o ecossistema natural e humano?”
Os signatários requerem: “Solicitamos que as providências para a referida pesquisa sejam iniciadas de imediato (fevereiro de 2014) e que seus primeiros resultados conclusivos sejam divulgados até final de junho, quando os rios estão cheios. Dependendo da metodologia a ser adotada pelos pesquisadores, uma nova investigação poderá ser levada a campo no mês de outubro ou setembro, quando os rios estão com seus níveis baixos. E que, a partir dos resultados, em caso afirmativo, V. Exa. e demais autoridades aqui nomeadas anunciem de imediato as providências corretivas, a fim de salvaguardar a saúde do grande rio e de suas populações, e a economia de cerca de metade do Estado do Pará, notadamente o turismo, que será fatalmente afetado caso se comprove a contaminação das águas e das praias.
Ação judicial
No correr da próxima semana o advogado José Ronaldo Dias Campos vai receber a documentação necessária para instruir a denúncia que será encaminhada ao Ministério Público, caso o governo se mantenha omisso em relação à petição pública.
O grupo dos Amigos do Tapajós, que idealizou a petição, vai esperar até junho, como solicitado na carta. Caso não obtenham resposta, ingressarão na justiça, com o apoio das diversas entidades populares que lutaram contra a devastação do Lago Juá, promovido pela empresa construtora Buriti, que nesta semana anunciou o abandono do projeto.
Mais detalhes, veja aqui na Carta aberta ao governador do Pará pela vida no Vale do Rio Tapajós
______________________________________________
Nenhum comentário:
Postar um comentário