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A soldado anteriormente conhecida como Bradley Manning agora passa a se chamar,
oficialmente, Chelsea Manning. Documentos da soldado serão alterados, mas decisão não
garante sua transferência para presídio feminino.
Um juiz do estado norte-americano do Kansas autorizou nesta quarta-feira (23/04) que a soldado anteriormente conhecida como Bradley Edward Manning passe a se chamar, legalmente, Chelsea Elizabeth Manning. Condenada por vazar documentos secretos dos EUA para o site Wikileaks, a ex-analista de inteligência cumpre pena de 35 anos em uma prisão militar.
O juiz David King, do condado de Leavenworth, permitiu a mudança de nome durante uma audiência realizada hoje, com duração de menos de um minuto. Manning, que havia apresentado a requisição formal para a mudança de nome no dia 27 de janeiro, não compareceu à audiência, mas declarou que hoje era “um dia emocionante”.
“Tomara que a mudança de nome de hoje, tão importante para mim, pessoalmente, possa também alertar para o fato de que nós, pessoas [transgêneras], existimos em toda a América atualmente e que temos de atravessar obstáculos diariamente apenas para sermos quem somos”, escreveu, em declaração reproduzida pelo Huffington Post.
Manning também escreveu que, frequentemente, lhe perguntam por que decidiu mudar de nome. “A resposta não poderia ser mais simples: porque é um reflexo muito melhor, mais rico e mais honesto de quem eu sou e sempre fui: uma mulher chamada Chelsea”.
Com a decisão, os documentos de Manning e seus registros militares poderão ser alterados, mas não há obrigação de que ela seja tratada como mulher na prisão, o que implicaria sua transferência para um presídio feminino. “Da mesma forma, os quartéis disciplinares dos EUA são apenas para homens e os prisioneiros são chamados de ‘internos’”, disse o porta-voz do Exército, George Wright, àAssociated Press.
Manning foi diagnosticada com transtorno de identidade de gênero por pelo menos dois especialistas em saúde comportamental do Exército. Em agosto do último ano, ela foi condenada por seis violações ao Ato de Espionagem dos EUA, o que lhe rendeu uma pena de 35 anos a ser cumprida.
No último dia 14, seu pedido de clemência foi negado, confirmando que terá que cumprir a pena total à qual foi condenada pela juíza Denise Lind. Seus advogados, entretanto, devem entrar com recursos para que o tempo de prisão seja reduzido.
Além da mudança de nome, a soldado pediu também que fosse submetida a um tratamento com hormônios femininos, o qual, entretanto, o Exército disse que não fornece. O transtorno de identidade de gênero geralmente desqualifica uma pessoa para o serviço militar, mas Manning não pode ser dispensada enquanto ainda cumpre pena na prisão.
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Um juiz do estado norte-americano do Kansas autorizou nesta quarta-feira (23/04) que a soldado anteriormente conhecida como Bradley Edward Manning passe a se chamar, legalmente, Chelsea Elizabeth Manning. Condenada por vazar documentos secretos dos EUA para o site Wikileaks, a ex-analista de inteligência cumpre pena de 35 anos em uma prisão militar.
O juiz David King, do condado de Leavenworth, permitiu a mudança de nome durante uma audiência realizada hoje, com duração de menos de um minuto. Manning, que havia apresentado a requisição formal para a mudança de nome no dia 27 de janeiro, não compareceu à audiência, mas declarou que hoje era “um dia emocionante”.
“Tomara que a mudança de nome de hoje, tão importante para mim, pessoalmente, possa também alertar para o fato de que nós, pessoas [transgêneras], existimos em toda a América atualmente e que temos de atravessar obstáculos diariamente apenas para sermos quem somos”, escreveu, em declaração reproduzida pelo Huffington Post.
Manning também escreveu que, frequentemente, lhe perguntam por que decidiu mudar de nome. “A resposta não poderia ser mais simples: porque é um reflexo muito melhor, mais rico e mais honesto de quem eu sou e sempre fui: uma mulher chamada Chelsea”.
Com a decisão, os documentos de Manning e seus registros militares poderão ser alterados, mas não há obrigação de que ela seja tratada como mulher na prisão, o que implicaria sua transferência para um presídio feminino. “Da mesma forma, os quartéis disciplinares dos EUA são apenas para homens e os prisioneiros são chamados de ‘internos’”, disse o porta-voz do Exército, George Wright, àAssociated Press.
Manning foi diagnosticada com transtorno de identidade de gênero por pelo menos dois especialistas em saúde comportamental do Exército. Em agosto do último ano, ela foi condenada por seis violações ao Ato de Espionagem dos EUA, o que lhe rendeu uma pena de 35 anos a ser cumprida.
No último dia 14, seu pedido de clemência foi negado, confirmando que terá que cumprir a pena total à qual foi condenada pela juíza Denise Lind. Seus advogados, entretanto, devem entrar com recursos para que o tempo de prisão seja reduzido.
Além da mudança de nome, a soldado pediu também que fosse submetida a um tratamento com hormônios femininos, o qual, entretanto, o Exército disse que não fornece. O transtorno de identidade de gênero geralmente desqualifica uma pessoa para o serviço militar, mas Manning não pode ser dispensada enquanto ainda cumpre pena na prisão.
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