Até a eleição, o Krugman não passa de um cretino.
O Delfim Netto se cansou de cantar a pedra.
O Krugman diz que a economia brasileira não é vulnerável, mas os bancos – e as agências de risco para eles trabalham – acham a Urubóloga melhor do que ele.
Sim, as agências de risco têm um passado que condena – foram elas que abençoaram os derivativos que levaram Wall Street à breca – clique aqui para ler sobre o imperdível documentário “Inside Job”.
Não há dúvida de que as agências de risco preferem mil vezes o México, que acaba de destinar 69% das reservas petrolíferas que eram da PEMEX à iniciativa privada, ou seja, às empresas americanas.
Em ano de eleição, como aconteceu em 2002, as agências de risco vão trabalhar para seus clientes – os bancos – e detonar a Dilma – como detonaram o Lula.
Porque, como se sabe, os empresários só gostam da Dilma quando estão diante dela.
Em 2002, o Goldman Sachs criou o “Lulômetro”: em quanto aumentava o risco-Brasil quando o Lula subia nas pesquisas.
Agora, vai ter o “Purômetro”, da Standard & Poor’s, que rebaixou a nota do Brasil e, se puder, rebaixa a Dilma e o Mantega à categoria de “definitivamente vulneráveis”.
As agências de risco têm lado – e não é o dos poupadores, mas o dos credores.
Mas, não adianta chorar.
O mundo das finanças se governa pelos padrões do FMI e do Consenso de Washington.
O Brasil não está mais no FMI – embora o Fernando Henrique lá tenha ido, de joelhos, três vezes e agora cante de galo – e, por três vezes derrotou o Consenso de Washington nas urnas.
Mas, e daí ?
A Presidenta Dilma deveria chamar a rapaziada da Economia – são uns 49 porta-vozes – e fazer umas perguntinhas.
- Não dá mesmo para crescer mais um pouco ?
- A política do BNDES de “pick de winner”, que atingiu seu momento de glória na BrOi – que volta a capengar – é mesmo uma boa ideia, ou seria melhor financiar empresas menores, que empregam mais e crescem mais rápido ?
- Por que o BNDES deveria apostar tanto em gigantes-megalôs como a Friboi ? Foi o Luciano Coutinho que mandou contratar o Roberto Carlos ? ;
- Essa taxa de juros vai ficar em dois dígitos ainda por quanto tempo ?;
- Como fazer para demonstrar inequivocamente que o superavit primário será de 1,9% ?;
- Ou o Governo Dilma fala demais e confunde mais ainda ?
(Sem falar que responde a “reportagem” do Estadão.)
- Aí está o centro do problema: a questão fiscal. Não está na hora de o Governo Dilma tomar uma medida de impacto, jogar uma bomba atômica que “sinalize” ao “mercado” que vai ter uma política fiscal de longa credibilidade ?
- Por que a Dilma não fecha, por exemplo, a SECOM ? E proíbe a Petrobras de subsidiar o Globo e a Folha ? E manda o Banco do Brasil e a Caixa buscar os BVs que estão na Globo ? Fazer como o Requião e suspender a publicidade oficial na Globo ? Isso seria uma medida de forte densidade fiscal …
- Não adianta brigar com a Lei da Gravidade.
As urnas derrotam o neolibelismo irremediavelmente.
Mas, até chegar à eleição, o Krugman não passa de um cretino.
Paulo Henrique Amorim
-------------------------------------------------------------------------
O noticiário econômico dos últimos dias, afora o que é simples alarmismo, foi positivo.
O PIB surpreendeu os analistas, subindo mais que o esperado.
Os serviços cresceram, a indústria cresceu, a inflação manteve-se sob controle.
O governo dançou direitinho a música do capital, aumentou juros mês após mês, até o nível absurdo a que chegamos.
Mas a fome dos lobos é insaciável e o cordeiro ganhou a mordida merecida.
A tal “agência de risco” Standard & Poor’s baixou a “nota” do país.
Nem é o caso de discutir a seriedade destas agências, que não perceberam a crise de 2008 debaixo do nariz delas.
Ou de lembrar que essa nota foi dada já em pleno Governo Dilma, em novembro de 2011, sem que tenha contribuído em nada para a economia brasileira avançar.
Ou ainda que a nota, agora, é a mesma que tínhamos em pleno “boom” econômico de 2010.
A economia, agora, é a política, dir-se-ia aos estúpidos.
A mídia, amanhã, comemorará e cantará a ópera do caos.
“Eu não disse?”
E o povo brasileiro procurará a voz de seus líderes e não a encontrará, como já não encontra há alguns meses.
Ouve-se um uníssono.
E não se ouve a polêmica.
__________________________________________________________
Nenhum comentário:
Postar um comentário