quinta-feira, 20 de março de 2014

DILMA EM MARABÁ


Presidente participou de cerimônia na cidade de Marabá. Ela brincou com pedidos do prefeito 
da cidade para construção de escolas.

Brincadeiras 
Brincando com o Prefeito João Salame sobre a obra da Hidrovia Araguaia-Tocantins. a presidente Dilma afirmou que seria estranho que um prefeito que não fosse "pidão". Dilma fez discurso durante cerimônia de publicação do edital para licitar o derrocamento do Pedral do Lourenço. A obra, segundo o governo, vai possibilitar o funcionamento da Hidrovia.
Durante sua fala, Dilma se referiu, em tom de brincadeira, a pedidos que havia recebido do prefeito da cidade, João Salame (Pros), para investimentos do governo federal no município.
Aqui em Marabá nós temos tido uma parceria muito boa. Quero dizer para o prefeito que eu acho que o prefeito tem mesmo é de ser pidão. Não vejo nenhum mal... Seria estranho se um prefeito não fosse pidão. Agora, né, prefeito, distribua a pidãozice, entre mim e o governador. Dá uma força também", disse a presidente.
Instantes depois, ainda no discurso, Dilma voltou a falar sobre o tema e disse que investimentos em educação são os "pedidos pidões" de que ela mais gosta.
"Cumprimento o prefeito por me pedir três escolas de tempo integral. É aquele pedido pidão que mais gosto, um pedido pidão para mudar a vida das pessoas aqui de Marabá", afirmou Dilma.
Hidrovia
A presidente Dilma Rousseff destacou a importância da hidrovia Araguaia-Tocantins para o Brasil. "Além de ser importante aqui, é um símbolo do que pode ser hidrovia no nosso País", afirmou, no lançamento do edital Pedral do Lourenço, que permitirá a navegabilidade do Rio Tocantins durante todo o ano.
Segundo ela, a estratégia por trás dos investimentos na hidrovia é escoar a produção agrícola pela Região Norte, além de integrar o maior número de modais de transporte possível, "enfatizando a hidrovia". Dilma acrescentou que 54% da produção de grãos do País está localiza do Centro-Oeste para cima, mas grande parte do escoamento desse volume se dá do Centro-Oeste para baixo, nos portos de Santos e Paranaguá.
Além disso, Dilma também considerou a possibilidade de escoar a produção da Zona Franca de Manaus, no Amazonas, por hidrovia. "Tem algo que também pode sair por aqui: a produção da Zona Franca de Manaus, que tem essa possibilidade de viabilizar e garantir o seu escoamento. O custo de transporte por hidrovia é muito mais barato. É 50% mais barato que uma rodovia", disse, acrescentando que hidrovia é um dos modais mais eficientes.
A presidente ainda falou que o desenvolvimento do Brasil começou no litoral, mas que esse é o século da interiorização. "O Brasil começou pelo litoral, mas este século é o da interiorização, é o século do Centro-Oeste, é o século do Norte", afirmou.
Equipamentos
Em Marabá, no sudeste do Pará Dilma participou de solenidade da doação de mais 110 máquinas – 80 caminhões-caçamba e 30 motoniveladoras - para 89 municípios paraenses. Os equipamentos, que fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2 Equipamentos), vão beneficiar mais de 96 mil agricultores familiares, auxiliando na manutenção das estradas vicinais.
Segundo a presidência, os equipamentos irão auxiliar na manutenção de estradas vicinais da zona rural do estado, beneficiando mais de 96 mil agricultores familiares. 
Na ocasião, a presidente assinou a ordem para a publicação do edital de licitação do derrocamento do Pedral do Lourenço, em Itupiranga, obra que vai possibilitar o funcionamento da Hidrovia Araguaia-Tocantins.
Mais medicos
A presidente Dilma Rousseff afirmou, que sabe da "qualidade do atendimento que está sendo dado à população brasileira" por meio do programa Mais Médicos. A presidente também agradeceu a todos os médicos participantes do programa que vieram do exterior, especialmente aos cubanos.
Em defesa do programa, a presidente disse ainda que não pode esperar pela formação de médicos para cuidar da população, e, se fizesse isso, seria inepta. "Uma obra até pode esperar um pouco. Eu passo os dias brigando para obra não esperar, mas eu tenho que passar todos os minutos da minha vida como presidente para que o povo brasileiro não espere", disse.
Dilma acrescentou que, pelos cálculos da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), o número de profissionais dentro do programa no País alcançará 13.225 em abril. "Teremos coberto de forma efetiva 46 milhões de brasileiros, de uma população de 200 milhões", disse.
Em seguida, a presidente reforçou a importância da educação para o desenvolvimento do País. Dilma disse que seu governo e de Lula terão elevado para as classes médias 42 milhões de pessoas. "Mas é um fato que temos de garantir que isso se perenize, se eternize e se mantenha de forma sustentável. E só tem um jeito: educação, educação e mais educação.
Ainda hoje, Dilma visita Imperatriz, no Maranhão, para inauguração de fábrica de celulose da Suzano.
Antes de vir em Marabá, Dilma esteve em Belém, onde anunciou investimentos na área de mobilidade urbana. De Marabá, Dilma viajou para Imperatriz, no Maranhão.
Um grupo de manifestantes que foi impedido de participar da solenidade protestou perto do aeroporto de Marabá. Eles pediram mais atenção para as vítimas da guerrilha do araguaia, melhores condições de trabalho e salários para os professores da rede pública e melhorias nos imóveis financiados pelo projeto "Minha Casa, Minha Vida". Segundo a presidente, as casas, que chegam a ser 95% financiadas pelo governo, são feitas com materiais e acabamento de qualidade.
_______________________________________________________

Nenhum comentário: