quinta-feira, 20 de março de 2014

Contaminação do Tapajós: Governo Jatene ainda não assinou acordo com a UFOPA diz Reitora Raimunda Monteiro


Draga possante agride o leito do Tapajós, em Jacareacanga, causando enormes danos à saúde 
pública e à economia do Oeste do Pará Foto: blogdofavre.ig.com.br

No Blog do Dutra

O governo do Estado ainda não procurou a direção da Universidade Federal do Oeste do Pará a fim de formalizar acordo para realização de pesquisa sobre a contaminação do Rio Tapajós, objeto de Petição Pública assinada por 1.728 pessoas e entregue ao governo por intermédio do vice-governador Helenilson Pontes, no dia 13 de fevereiro (veja aqui).
O único contato até agora foi feito de modo informal, ainda em janeiro, conforme disse hoje ao blog a reitora Raimunda Monteiro.
No último dia 13, o secretário estadual de Meio Ambiente, José Alberto Colares, informou ao blog que está preparando uma minuta da resposta aos signatários da Petição, a ser dada pelo governador Simão Jatene em data não especificada.
No mesmo dia, o secretário adiantou que já foi feito contato com a reitora da UFOPA para que uma equipe daquela universidade, sediada em Santarém, execute a pesquisa, podendo a equipe ser também integrada por pesquisadores da UFPA ou do Instituto Evandro Chagas, sediados em Belém, segundo disse Colares (Veja aqui).
Indagada sobre esse contato, a reitora informou esta manhã que "foi feito contato por parte do secretário (de Meio Ambiente, José Alberto Colares), em janeiro, mas ainda não temos um Termo de Referência acordado entre a UFOPA e a SEMA".
E acrescentou: "Temos professores dispostos a realizar os estudos e empenhados, no presente, na elaboração do Termo de Referência, que é o documento que expressa a demanda técnica de trabalho, datas, produtos e orienta o Plano de Trabalho que deve materializar um convênio".
Ela informou também que pretende discutir a inclusão de estudos relativos ao Tapajós, presentemente sob grave ameaça de contaminação de suas águas, gerando riscos à saúde pública de sete municípios do Oeste do Pará e à economia regional, notadamente ao turismo que hoje emprega milhares de pessoas. "Ainda não temos uma política institucional de pesquisa com este recorte, o que pretendemos discutir na nova gestão, infelizmente com muito atraso em relação aos projetos que chegam com grande velocidade", disse a reitora Raimunda Monteiro.
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