quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

PATROCÍNIO DO PSOL AOS BLACK BLOCS AFUNDA FREIXO



Logo após junho do ano passado, quando as primeiras labaredas de fogo tomaram as manifestações
populares, os black blocs, que poucos ainda sabiam o significado do nome importado dos EUA, 
assumiram as primeiras páginas da mídia.
Nas ruas, esperavam o momento anterior ao início das dispersões para promoverem o seu terror, 
despertando forte repressão policial sem, para muitos, perderem o charme da coragem e da ousadia.
Às primeiras ações de repressão corresponderam ao despertar da solidariedade de gente famosa. 
Numa mensagem de garoto propaganda, como se quisesse formar ao lado deles, o célebre Caetano Veloso vestiu a máscara preta. 
Como revolucionário de fotografia, há quem considere que ele até ficou bem. Sair na rua, não saiu, mas já dera seu pitaco, contribuindo para um debate ideológico -- e não apenas policial – sobre o grupo sem face.
O oportunismo fica latente no apoio e complacência com que o PSOL conviveu até aqui com os Black Blocs, sem uma crítica direta sobre a maneira de agir do grupo. Isso rende ao partido identificação com a extrema esquerda.
A partir de agora, porém, com a primeira morte provocada por um participante de manifestações e as revelações de pagamentos por depredações e lista de doares para esse fim, o PSOL corre o risco até mesmo de ter o seu registro de partido integrante da democracia brasileira cassado.



Leia Também o texto escrito em 19 de janeiro por Sininho em seu perfil do Facebook

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