terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

CNT: Dilma venceria no 1º turno contra Campos ou Marina


Quem não tem voto faz Apagão.

No R7: Contra Marina ou Campos, Dilma venceria eleições no 1º turno, diz pesquisa CNT

Se a eleição presidencial de 2014 fosse hoje, a presidente Dilma Rousseff venceria o pleito em primeiro turno, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira (7) pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), em parceria com a MDA Consultores.
Concorrendo contra a ex-senadora Marina Silva (PSB) e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), Dilma teria 40,6% dos votos, sendo seguida por Marina, com 22,6%, e, na sequência, por Aécio, que aparece com 16,5%. O porcentual de brancos/nulos ou que não votaria em nenhum deles ficou em 14,9%, já 5,4% não sabem ou não responderam.
Considerando o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), no lugar de Marina, Dilma tem ainda mais possibilidades de vitória, com 43,5% das intenções de voto, contra 19,3% de Aécio e 9,5% de Campos. Brancos/nulos ou que não votaria em nenhum deles somam 20%, outros 7,8% não sabem ou não responderam.


Não é novidade o resultado da “parte eleitoral” da pesquisa CNT/MDA divulgada hoje.
Dilma segue onde estava, isolada numa dianteira que indicaria uma vitória no primeiro turno, com boa margem de folga; Aécio continua conversando com ninguém e Eduardo Campos não existe.
43,7% x 17% X 9,9% não é placar que mostre perigos imediatos a Dilma.
Mas a pesquisa não pode ser tomada – e o pior é que eu acho que está – como fator de imobilização da luta política.
Abaixo do mar tranquilo dos índices dos candidatos, é perceptível a corrente submarina provocada pela mídia com o medo da desordem e a ideia de que a Copa do Mundo é um mau negócio para o país e, portanto, um erro do Governo.
Os estrategistas da campanha de Dilma, como faziam há um ano, antes de junho, recomendam-lhe a submersão.
É, creio, um erro.
Os problemas com a realização da Copa, os reais e os imaginários, estão todos os dias na mídia. Não causarão mais desgaste e à medida em que as obras, atrasadas, vá ficando pronta, tendem a ter uma percepção reduzida.
Idem os conflitos de rua, que não precisam de nenhuma mudança de lei, mas de decisão de enfrentamento político.
O governo, porém, parece ter se fechado numa casca, achando que entre a mídia de direita e a oposição de extrema-esquerda, ambos saem menores.
Em política, ao contrário, sai menor quem fica mudo.
Claro que ninguém sugere que se adote uma linguagem de histeria, muito menos uma de que “tudo vai bem”.
Mas fatalismo é “atitude” perigosa, como o ano de 2013 demonstrou.
Trata-se muito mais do que amainar os apetites desestabilizadores do “mercado”.
Ou esperar que o catastrofismo econômico, ou o foco fechado em pequenos mas turbulentos protestos consolidem a imagem de um país em desordem, desgovernado.
É essencial renovar a certeza de que a mudança não terminou. E, portanto, esgotou-se.
Para ficar claro que ela mal começou, é preciso que aconteça.
E no sentido do que fez o povo brasileiro levar estas forças ao Governo e mantê-lo lá por duas vezes.
Do contrário, talvez se tenha de “correr atrás” dos prejuízos inesperados.
Não esqueçam que a direita, que não tem voto, tem poder, tem mídia e nenhum escrúpulo.
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