terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Chavistas saem às ruas nesta terça contra opositores


Golpismo

Em meio a uma escalada de tensão após dias consecutivos de protestos na Venezuela, o opositor Leopoldo López mudou o ponto de partida da marcha que convocou para esta terça-feira (18/02), em Caracas, por meio de um vídeo. 
O anúncio da mudança veio após o presidente Nicolás Maduro chamar uma marcha de trabalhadores petrolíferos que deverá sair da Praça Venezuela, mas rumo ao Palácio de Miraflores. A modificação impede que as duas manifestações saiam do mesmo local.
O opositor, no entanto, manteve a convocatória e pretende terminá-la no centro. “Venezuelanos, venham a Caracas amanhã. Marcharemos ao MIJ [ministério de Interior e Justiça] a partir de Chacaíto. Está notificada. Não precisamos de permissões.
Contra López, dirigente do partido Vontade Popular, pesa uma ordem de captura emitida por um tribunal, já que é acusado pelo governo de ser o autor intelectual da violência em protestos, que deixaram três mortos e dezenas de feridos na última quarta-feira (12/02).
Ontem, o prefeito do município de Libertador, Jorge Rodríguez, onde ocorreria todo o trajeto da marcha do opositor, afirmou que esta não foi autorizada. “O fascismo não vai entrar amanhã (hoje) no município Libertador (...) não vamos permitir que estejam instaurando expedientes de violência na cidade de Caracas”, afirmou Rodríguez na noite de ontem, sobre o município que abriga o centro de Caracas e é onde está localizado o ministério de Interior e Justiça. O governista PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) também convocou a população a se dirigir às praças Bolívar do país, e anunciou atividades “pela paz”.
“Ultradireita”
Maduro denunciou, na noite deste domingo (16/02), planos “da ultradireita” para assassinar o dirigente “para provocar uma tragédia” e colocar a culpa no governo. “Senhor Leopoldo López, aceite a mediação que a Promotoria iniciou, que eu como chefe de Estado apoio, para não haja show, para que [sua entrega] seja com segurança”, disse.
Ao lado da deputada opositora María Corina Machado, López lidera há algumas semanas uma campanha denominada “A Saída”, com a qual se pretende ir às ruas até uma mudança “total e profunda dos que conduzem o Poder Nacional”.
No programa televiso que conduz há uma semana, o presidente do Legislativo afirmou na noite de ontem que López “vai ser preso”. “E não só Leopoldo López ele será preso, todos os responsáveis da convocatória, mas não da violência dizem eles, não, assumam sua responsabilidade que a Justiça vai chegar. Amanhã a sessão da assembleia vai estar bem boa, porque vamos abordar este tema”, disse, sem se referir diretamente à deputada Maria Corina, da qual o governismo pede o fim da imunidade parlamentar.
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