O Grupo Abril, da família Civita, de barões da mídia, vendeu o espólio da MTV, saindo do negócio de radiofusão.
O grupo tinha concessão em TV aberta, na qual operava a MTV desde 1990. Em decadência, a Abril devolveu a marca MTV franqueada e passou a transmitir como TV Ideal desde outubro, enquanto negociava a venda.
O comprador foi o grupo Spring, editora que publica a revista Rolling Stone no Brasil, e comandada por José Roberto Maluf, ex-diretor do SBT e da Band. Os valores negociados foram mantidos em segredo. Para concluir o negócio ainda falta aprovação pelo CADE e pelo Ministério das Comunicações.
Assim o Grupo Abril fica cada vez menor na área de mídia, e tem investido na área educacional. Só falta contratar o cantor Lobão para escrever livros didáticos, para fazer as criancinhas ficarem com medo do vermelho, igual na fábula de Chapeuzinho vermelho.
A publicação de revistas também tem encolhido, com extinção de algumas publicações e demissão de funcionários.
Se o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) parar de fazer assinaturas em massa da revista Veja com dinheiro público, o que garante uma circulação artificialmente inflada, é provável que a revista vire a próxima bola da vez.
Mas não é só a Abril e o Estadão que andam em crise financeira.
Hoje, a Folha anuncia que a Época vai suspender sua edição São Paulo.
Segundo nota de seu diretor-geral da Editora Globo, Frederic Kachar, com o fim da “Epoquinha” a Globo visa se “adaptar às atuais condições do mercado anunciante e concentrar nossas energias e esforços para manter a saúde e a rentabilidade das nossas marcas”.
Traduzindo: a edição da Época no mercado publicitário mais rico do Brasil era deficitária. E fortemente, porque retirar uma marca de circulação, num grande conglomerado de mídia não é algo que se faça porque as contas ficaram alguns reais no vermelho, por um ou dois meses.
O avanço da internet somado à perda de credibilidade da mídia impressa estão, pouco a pouco, secando os ramos mais finos das imensas árvores da mídia comercial brasileira.
Segundo nota de seu diretor-geral da Editora Globo, Frederic Kachar, com o fim da “Epoquinha” a Globo visa se “adaptar às atuais condições do mercado anunciante e concentrar nossas energias e esforços para manter a saúde e a rentabilidade das nossas marcas”.
Traduzindo: a edição da Época no mercado publicitário mais rico do Brasil era deficitária. E fortemente, porque retirar uma marca de circulação, num grande conglomerado de mídia não é algo que se faça porque as contas ficaram alguns reais no vermelho, por um ou dois meses.
O avanço da internet somado à perda de credibilidade da mídia impressa estão, pouco a pouco, secando os ramos mais finos das imensas árvores da mídia comercial brasileira.
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