Senhor Lalor era presidente da Associação dos Remanescentes de Quilombo de Gurupá, no município de Cachoeira do Arari, na Ilha de Marajó, e era conhecido por lutar, há mais de 40 anos, pelos direitos dos quilombolas no Estado.
Ele tinha ido a Belém participar do Encontro Estadual de Quilombolas do Pará, que vai até a próxima quinta-feira (22). Na última terça-feira (13), durante audiência pública promovida pelo MPF (Ministério Público Federal) e Ministério Público do Estado, o líder denunciou a perseguição de fazendeiros da região à comunidade quilombola. e que ficou preso por dois meses sem acusação formal, a mando de fazendeiros que se dizem prejudicados pela demarcação das terras quilombolas. O líder quilombola denunciou também que crianças da comunidade estavam sendo presas por colher açaí em áreas quilombolas.
NOTA DO COLEGIADO
Segundo informações da nota divulgada pelo Colegiado de Desenvolvimento Territorial do Marajó (Codetem), Diocese de Ponta de Pedras e Instituto Peabiru, na noite de ontem, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) entregou à Comunidade de Gurupá o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID). A nota diz que representantes visitaram o quilombo, no último dia 14, para saber a situação em que vivem os mais de 700 moradores. A comunidade está alarmada e pede ajuda do Ministério Público “para que os direitos da população não sejam cerceados e que haja proteção das pessoas que fazem denúncias de discriminação e opressão”.
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