quarta-feira, 12 de junho de 2013

Capriles mantém plano golpista para desestabilizar governo na Venezuela


Maduro pede investigação sobre suposta compra de aviões de guerra pela oposição.

Apesar da conclusão da auditoria da contagem dos votos ter chegado ao fim mostrando erro zero na Venezuela, o candidato derrotado Henrique Capriles insiste em dizer que o processo foi uma fraude.
Ele chega a dizer que eleitores mortos votaram, o que é impossível no sistema eleitoral venezuelano. Para votar, o eleitor tem que registrar sua impressão digital. Se ele não conferir com a cédula de identidade, a máquina de votação não pode ser acionada.
No recurso que fez ao Tribunal Supremo da Venezuela, Capriles mantém a sustentação de que mortos votaram, mas não diz em que centro, em que mesa e quem seção.
É a manutenção do plano golpista de tentar desestabilizar o governo de Nicolás Maduro, vencedor das eleições de abril.
A presidenta do Conselho Nacional Eleitoral, Tibisay Lucena, afirmou que os resultados da auditoria demonstra a inviolabilidade do sistema eleitoral.
Ela diz que a auditoria captou “uma realidade inegável de um feito científico, que devido a sua qualidades técnicas demonstra que a Venezuela conta com um sistema eleitoral blindado contra a fraude e o erro”.
Enquanto isso, O presidente venezuelano Nicolás Maduro pediu uma investigação sobre a suposta compra de 18 aviões militares dos Estados Unidos por opositores de seu país, para que fossem levados à Colômbia, conforme denunciou o ex-vice-presidente José Vicente Rangel no último domingo (09).
Segundo ele, o governo tem provas de uma conspiração em Bogotá contra seu governo e sabe a origem do financiamento a paramilitares que foram capturados em território venezuelano.
Maduro elogiou a iniciativa do vice-presidente colombiano, Angelino Garzón, que escreveu em seu Twitter que a denúncia de Rangel deveria ser investigada. “Quem investiga? Se é a ONU ou uma comissão bilateral do governo da Colômbia e do nosso governo, bom, vamos entrar num acordo. Mas a denúncia feita pelo ex-vice-presidente José Vicente Rangel deve ser investigada no mais alto nível”, afirmou o presidente a jornalistas, durante um ato em Caracas. Para Maduro, Rangel fez bem em realizar a denúncia: “Às vezes é preferível alertar a tempo do que lamentar”.
O presidente venezuelano disse ainda que a captura dos colombianos -- que o serviço de inteligência do país identificou como paramilitares integrantes de importantes quadrilhas do país vizinho -- “é uma das tantas provas” que serão apresentadas acerca de uma conspiração contra seu governo, como vem denunciando desde a campanha eleitoral. “Sei o que estou dizendo”, garantiu, afirmando que, após a captura dos colombianos, “a direita ficou calada”.
“Os paramilitares que foram capturados são super conhecidos no mundo do assassinato político, da morte de aluguel na Colômbia”, disse, afirmando saber quem são os membros da oposição que foram ao país vizinho, com quem se encontraram e quem são os financiadores dos supostos grupos paramilitares enviados à Venezuela. “Vou dizer ao presidente [colombiano Juan Manuel] Santos, algum dia em que nos vejamos cara a cara, para que ele saiba quem está conspirando, de Bogotá contra a Venezuela”, expressou.
Segundo o mandatário venezuelano, os colombianos apreendidos tinham “vários objetivos” em seu país. Um deles, segundo Maduro, era o assassinato de soldados que atuam na missão Pátria Segura, com a qual militares, nas ruas, combatem a criminalidade. Outro objetivo seria aumentar propositalmente o índice de homicídio nas principais cidades venezuelanas. E por último, sublinhou, os paramilitares planejavam seu assassinato.
“Quando nós dizemos que tem uma direita fascista que foi à Colômbia para conspirar contra a Venezuela, é porque nós... Ai meu deus, não posso falar mais, algum dia, mais pra frente, vou contar tudo, quando os tenhamos totalmente desmantelados, aí poderei contar tudo”, esquivou-se. Maduro disse também que os colombianos capturados traziam mapas e tinham conexão direta com venezuelanos em Caracas. “Estamos a ponto de capturar alguns deles”, afirmou, dizendo saber que muitos dos supostos conspiradores passarão a se definir como “perseguidos políticos”.
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