quinta-feira, 7 de março de 2013

José Dirceu exalta conquistas de Chávez e lamenta morte de “camarada com sonhos em comum”

Quero expressar meus pêsames, solidariedade e condolências ao povo venezuelano pela morte do presidente Hugo Chávez, nesta terça-feira.
Como singela homenagem, convido vocês a assistirem algumas reflexões que eu fiz em João Pessoa (PB), pouco depois de saber dessa triste notícia, sobre o importantíssimo legado de Chavez para seu país e a América Latina.



O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu exaltou na noite desta terça-feira (05/03) as conquistas de Hugo Chávez durante os 14 anos que dirigiu a Venezuela. Dirceu, que classificou o presidente como um “camarada com sonhos em comum”, conheceu Chávez em 2003, durante uma visita ao Brasil.
“Chávez chegou ao poder quatro anos antes do PT no Brasil. Depois de resgatar a principal riqueza do país, o petróleo, ele refundou o Estado venezuelano, que se encontrava em total decadência, e iniciou uma revolução social. Foi a primeira vez na história da Venezuela que o dinheiro do petróleo foi distribuído entre a população”, afirmou Dirceu.
A morte de Chávez, para Dirceu, não representa apenas uma perda política, “mas também humana, pois ele era muito culto e com boa formação militar e histórica”. “Era um homem de projetos e ideias, com grande carisma e personalidade forte. Sempre que pensava na Venezuela, pensava também na América Latina”, diz o petista.
A última vez que Dirceu e Chávez conversaram mais longamente foi no início de 2012, na Venezuela. “Ele se recuperava da terceira cirurgia contra o câncer e foi um momento muito emocionante. Ficamos contando histórias antigas e ele mostrou uma solidariedade e um apoio muito grandes, como sempre fez desde que fui cassado e saí do governo.” "Depois, voltei a vê-lo, mais rapidamente, em julho de 2012, no Foro de São Paulo."
Questionado sobre o futuro da Venezuela, que realizará eleições presidenciais em até 30 dias, Dirceu disse não ter dúvidas que o governo chavista terá continuidade. “A direita venezuelana tem base social, tanto é que conseguiu mais de 40% dos votos em outubro [no último pleito presidencial], mas não tem nenhum projeto. Eles dependem essencialmente da estratégia norte-americana para o país. A oposição não é uma alternativa, mas um retrocesso”, analisou.
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