quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Pobreza e desigualdade caem no Brasil e sobem nos EUA e Europa



No início do ano, a mídia e os partidos de oposição ao governo Dilma pareceram tentar apelar a uma segunda estratégia no âmbito da guerra que desencadearam a partir, vá lá, do segundo ano do governo Lula (2004).
O desempenho modesto do PIB no ano passado e uma suposta “crise de abastecimento de energia elétrica” que culminaria em “racionamento” se associaram a outros factóides menores, induzindo estrangeiros que não conhecem o Brasil a imaginarem que o país está em ruínas.
Para tanto, matérias recentes de veículos da imprensa escrita britânica como The Economist e Financial Times, baseadas no noticiário da grande mídia tupiniquim sobre a nossa economia – e à revelia dos problemas sociais e econômicos ingleses, que aumentam sem parar –, colaboraram para essa visão absurdamente equivocada sobre o Brasil.
Supostos “especialistas” em economia dos quais Globo, Folha de São Paulo, Estadão e Veja lançam mão toda vez em que tentam convencer o Brasil e o mundo de que nossa economia está sendo mal gerida parecem ter apostado em que teriam sucesso simplesmente descrevendo uma realidade que o povo brasileiro não enxerga e não sente.


O fato é que o Brasil, do ponto de vista de seu povo, vai muito bem, obrigado, como disse o insuspeito colunista de Folha e O Globo Elio Gaspari, que, recentemente, espantou-se com o fato de que o sistema bancário brasileiro absorveu “uma Argentina” em número de novos correntistas.
Esse, porém, é apenas um dos sintomas – talvez o mais tênue – do espantoso êxito de nossas políticas econômica e social. O aumento exponencial dos negócios dos bancos é uma medida oriunda de uma ótica mercantilista da qual a grande imprensa oposicionista brasileira padece.
Os melhores indicadores para o sucesso que os governos do Brasil obtiveram de 2004 para cá no sentido de melhorar as condições de vida no país está expresso justamente em dois indicadores para os quais a direita midiática não dá a menor bola: pobreza e desigualdade.


E, para terminarmos de mensurar esse sucesso, basta comparar a situação social brasileira com a dos países ricos no âmbito de uma crise econômica internacional que vem sendo considerada por dez entre dez analistas econômicos como a maior da história.
Entre janeiro de 2011 e janeiro de 2012, a pobreza no Brasil caiu 7,9% e a desigualdade de renda continua caindo, conforme constatação da pesquisa De Volta ao País do Futuro, da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgada em meados do ano passado.
Segundo o coordenador da pesquisa, Marcelo Neri, a queda dessas chagas sociais ocorre em ritmo três vezes maior do que o sugerido pelas metas do Milênio das Nações Unidas (ONU). “O Brasil está na contramão de sua história pregressa e da de outros países emergentes e desenvolvidos”, asseverou o pesquisador.
De 2003 para cá, já são cerca de 40 milhões de pessoas (como diz Elio Gaspari, “Uma Argentina”) que subiram acima da linha da pobreza, passando a integrar o conjunto da sociedade com acesso ao sistema bancário, ao consumo e à educação.
Em 2012, o Brasil deve ter um dos seus mais baixos índices de desemprego da história, cerca de 5%, o que pode ser considerado, praticamente, como pleno emprego, se levarmos em consideração que a pesquisa do IBGE sobre emprego e renda desconsidera o trabalho informal.
Mas para mensurarmos o quanto o Brasil “Vai muito bem, obrigado”, basta olharmos para o que acontece no coração e pátria do capitalismo, os Estados Unidos, onde a pobreza não para de aumentar, ou mesmo na Europa, onde as condições de vida superam largamente a dos americanos.
A pobreza e a desigualdade de renda vêm crescendo assustadoramente nos Estados Unidos. 47 milhões de americanos, ou 15% da população do país, mergulharam abaixo da linha da pobreza.
Uma das evidências mais impressionantes desse processo é a versão americana das nossas favelas, comunidades formadas por barracas de camping que estão se espalhando como fogo pelos Estados Unidos, sendo vistas em mais de 50 cidades por todo o país.
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