segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

GENRO VS DIRCEU. GENRO VS DILMA


Nessa charge o Bessinha, como sempre muito atento, percebeu que o PiG e um tucano 
não empurram o outro no precipício. Uma questão de “método”.

Saiu no Globo, o 12º voto no Supremo: Tarso Genro diz que Dirceu enfrenta o mensalão de forma ‘equivocada’ Na mesma entrevista, Tarso Genro diz ao Globo que “se teve de inventar (sic) uma tese de domínio funcional dos fatos para condenar lideranças do partido”.
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Sucedeu Genoíno na presidência do PT e reconhece que “ele (Genoíno) assinou empréstimos agora pagos e que o fez de boa fé”.
Portanto, ele aceita a tese de que o mensalão (do PT) foi um julgamento político, de exceção, sem provas, como admite o próprio Inquisidor, o brindeiro Gurgel: clique aqui para ler “Gurgel reconhece que condenou Dirceu sem provas” e a resposta de Dirceu: “Gurgel condenou com base numa farsa”.
Até aqui, Genro e Dirceu estão de acordo.
De acordo com Genoíno também, que disse a este ansioso blogueiro que só foi condenado porque era presidente do PT.
A diferença, portanto, entre o julgamento do mensalão (o do PT ) e os da Santa Inquisição é que, neste caso, a sessão era secreta – no outro, foi em tevê aberta, para que o Auto da Fé se realizasse, aí, sim, em praça pública.
Muito bem: se Genro, Dirceu e Genoíno concordam em que se trata de um “julgamento político”, como reagir a ele ?
Como se defender dele – já que ainda há recursos a julgar, com três novos ministros ?
Como impedir que um novo julgamento político – sempre antes do julgamento do mensalão dos tucanos ou da Privataria – venha a punir lideranças do maior partido trabalhista ?
Com o evitar que o “domínio dos fatos” chegue ao Lula ?
E quando os Chinco Campos concentrarem sua “técnica” na análise do comportamento do Presidente “safo” ?
E, mais tarde, na Dilma, numa sequência desde sempre preparada ?
A defesa do Dirceu e do Genoíno – e a do Lula e da Dilma – tem que ser política.
Política, como ?
Vai fazer política onde ?
No Centro de Tradições Gaúchas ?
Nas ruas !
Nos blogs.
Nos espaços públicos que a Genro são oferecidos – de uns tempos a esta parte – com mais generosidade do que a Dirceu.
É como o PT nacional tem feito – é o que o presidente Rui Falcão tem feito.
É o que o Dirceu e o Genoíno fazem, quando podem.
No campo da batalha do PT com o PiG, condenar “os métodos de partidos que criticávamos” é desempenhar o papel do PiG – demolir o PT.
Por que o governador gaúcho não aproveitou o espaço generoso dos filhos do Roberto Marinho – eles não têm nome próprio – para defender a Ley de Medios – como faz o PT ?
Quem disse que foi o Dirceu que instalou a questão do mensalão (o do PT) no centro da agenda política do país ?
E que isso “contaminou” todo o partido, toda a esquerda ?
Quem fez isso foi o PiG !
O Haddad pode dar interessante testemunho sobre a matéria: como o Padim Pade Cerra empunhou o mensalão na vitoriosa campanha para prefeito.
Não foi o Haddad que tratou do assunto.
E a política de alianças da Presidenta Dilma ?
É sacrossanta ?
Quer dizer que agora teremos Henrique Alves presidente da Câmara, Eduardo Cunha líder do PMDB e Renan Calheiros presidente do Senado como se fosse a nova hierarquia de Congregação Mariana ?
Que “política de alianças” é essa, a da Presidenta – deveria perguntar o Genro ?
Onde é que fomos parar ?
Teremos um Governo do DNOCS, Presidenta ?
Daquela Furnas, velha de guerra, que o Cunha iluminava ?
O que dirá Genro ?
Ele sugere que a Presidenta rompa o acordo com o PMDB e jogue o Henrique Alves numa cisterna do Rio Grande do Norte ?
E que alianças permitiram eleger e permitem Genro governar ?
São todos congregados marianos ?
Não existe o “PT sujo” e o “PT limpo”.
O “PT limpo” foi para o PSOL...... E deu no que deu …
Genro diz que o “PT já (a Dirceu) deu a solidariedade que tinha que dar”.
O Paulo Preto será capaz de responder a isso: “não se abandona um companheiro na beira da estrada”
Esse é o “método tucano”.
Qual é o petista ?

Em tempo: Leia também, ainda sobre a matéria, “Safatle tem razão, o PT tem que explicar”, onde o ansioso blogueiro trata de Daniel Dantas, personagem que Genro omite nesses seus “momentos-Catão”, de “Brossard-do-PT”.
Como se sabe, quando Ministro da Justiça, Genro coonestou o defenestração do ínclito delegado Paulo Lacerda. E se curvou tanto ao então Supremo Presidente Supremo do Supremo, Gilmar Dantas, que, aqui, ficou conhecido como o “Abelardo Jurema” do Governo Lula.
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