terça-feira, 4 de setembro de 2012

Ex-governador abandona a oposição e agora apoia Chaves


De Lima: MUD quer suspender investimentos em programas sociais e aumentar tarifas públicas.

O debate eleitoral na Venezuela ganhou um novo personagem nesta segunda-feira (03/09). Trata-se de David de Lima, ex-governador do Estado de Anzoátegui e que há pouco tempo era aliado do candidato da oposição, Henrique Capriles. No entanto, De Lima rompeu com a MUD (Mesa da Unidade Democrática) após, segundo ele, ter acesso a um documento que previa a interrupção dos programas sociais de Hugo Chávez, chamados de "missões", em caso de vitória de Capriles. O candidato da oposição sempre disse que manteria os projetos.

Denominado "Primeiras ideias e ações econômicas a serem tomadas pelo Governo da Unidade Nacional" fala sobre desregulamentação bancária, suspensão de investimentos em programas sociais, transferência de programas alimentares para a iniciativa privada e aumento de tarifas públicas. “Eles querem suspender as políticas sociais alegando que elas têm um custo alto ao Estado", denunciou De Lima em entrevista coletiva nesta segunda-feira. “A MUD deseja implantar uma política econômica igual a espanhola, com o congelamento das aposentadorias e investimentos sociais”.
De Lima já havia falado na semana passada ao canal privado Televen, mas somente na sexta-feira (31/08), quando Chávez citou suas declarações em uma atividade de campanha com sindicatos de trabalhadores, De Lima tem ganhado espaço na mídia venezuelana.
"Estou em desacordo com o governo atual, mas caso Chávez perca as eleições, não podemos passar para esse extrem. Por exemplo, desmontar as missões. O documento fala para eliminar o subsídio às casas populares, substituir o Estado na distribuição de alimentos, quer dizer, acabar com os Mercales e Pdvales, que são programas importantes de alimentação para as pessoas mais humildes da sociedade".
O documento critica duramente a obrigatoriedade de destinação de crédito a setores da economia. O governo venezuelano exige que bancos públicos e privados destinem 25% de empréstimos para agricultura, 15% para moradias, 3% para o microcrédito, 10% para a manufatura e 2,5% para o turismo. Segundo as supostas orientações, "um impacto na rentabilidade dos bancos".
De Lima garante que o documento é verídico. "Conversei com muita gente da MUD e todos me disseram que essas são suas ideias". Segundo ele, a MUD não divulga essas diretrizes com medo de perder as eleições. “Então, há dois discursos, dois pensamentos: o pensamento para a busca de votos e o verdadeiro, que é devolver a economia venezuelana para as mãos de dois ou três setores que está sempre controlaram o país”, resumiu.
_______________________________________________

Um comentário:

Anônimo disse...

esse Lima teve bolas. teve sim.