terça-feira, 14 de agosto de 2012

Apesar das milionárias verbas de propaganda aprovação de Jatene em Belém é de apenas 43%.


A barra tá pesada para o governador do Pará, Simão Jatene.


Em 2010, Jatene foi eleito “nos braços do povo” e obteve, em Belém, mais de 55% dos votos válidos.
Como nem concluiu o segundo ano de Governo, ainda deveria estar em “lua de mel” com a população.
No entanto, segundo a pesquisa Ibope divulgada pelo jornal O Liberal deste domingo (12), apenas 43% dos eleitores entrevistados na capital paraense consideram o Governo de Jatene bom ou ótimo – quer dizer, o aprovam de verdade.
15% o consideram um governador ruim ou até péssimo.
E para 40% dos entrevistados Jatene faz um governo apenas “regular”.
Traduzindo: nem fede nem cheira; nem é bom nem é mau - é apenas médio. Por isso, tanto pode estar aí, como poderia não estar.
É um resultado tísico, tendo em vista não apenas o pouco tempo de administração tucana (um ano, sete meses e treze dias), mas, também, outros fatores importantes.
O primeiro é a impressionante tentativa de lavagem cerebral a que vem sendo submetida a população paraense, através do derrame de milhões e milhões de reais em propaganda.
O segundo é o atrelamento das instituições, através da distribuição a rodo de assessorias especiais.
O terceiro é a posição que Jatene assumiu no último Plebiscito: ele foi contra a divisão do Pará, da mesma forma que a maioria esmagadora dos eleitores de Belém.
Quer dizer: nem jogando praticamente sozinho e fazendo “de um tudo” pra agradar a plateia, Jatene consegue ser aprovado, ao menos, pela metade do eleitorado da capital, o maior do estado.
E se é assim em Belém, que dizer, então, do Baixo Amazonas e do Sul e Sudeste do Pará, depois de seu posicionamento contra a divisão?
A acreditar na pesquisa do Ibope, é possível que, se as eleições para o Governo do Estado fossem hoje, Jatene tivesse de rebolar para se reeleger ou para fazer seu sucessor.
Sim, porque ninguém vota em um governo apenas “regular”.
Eu pelo menos, em mais de 30 anos de jornalismo e de política, nunca ouvi falar de alguém que tivesse votado em um governo apenas porque ele era “regular”...
Hoje, a Doxa, empresa do santareno Dornélio Silva, divulgou pesquisa de intenção de voto à Prefeitura de Belém, na qual os entrevistados também avaliaram o desempenho de Jatene.
Pois bem: na pesquisa das Doxa, a soma dos conceitos “ótimo” e “bom” obtidos por Jatene se manteve estável entre julho e agosto, alcançando pouco mais de 36,5% , em cada mês.
Já os conceitos “ruim” e “péssimo” cresceram de 15,6% para 22,8%, lipoaspirando o grupo de eleitores que consideram o governo estadual como “regular”.
O problema é que a Doxa separa o conceito “regular” em "positivo" e “negativo”.
Daí que, na pesquisa dela, Jatene teria agora em agosto 61,9% de aprovação em Belém.
Mas, ainda assim, os tucanos não podem comemorar coisa alguma: em julho, também segundo a Doxa, a aprovação de Jatene seria de 70,9%, também com base nessa segregação do regular em “positivo” e “negativo”.
Quer dizer: a aprovação de Jatene teria caído 9% em apenas um mês.
Vale salientar, ainda, que a soma de “bons” e “ótimos” de Jatene na pesquisa da Doxa é muito menor do que na pesquisa do Ibope: 36,5% na Doxa; 43% no Ibope.
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Um comentário:

Anônimo disse...

Priante tá no segundo turno. Subiu pra 22 no IBOPE ,Campanha de Priante está com uma cara jovem e de mudança.

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