Por Wálter Fanganiello Maierovitch
Com efeito. Hoje, o senador Demóstenes Torres, que parece ter pós-graduação em hipocrisia, resolveu fazer sua defesa, num Plenário vazio e sem ninguém para apartear.
No foro adequado, que é a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), o senador Demóstenes, depois de convocado regularmente, preferiu o silêncio. A propósito, fugiu, covardemente, da raia e o senador bem sabe que, para o povão, silenciar sobre acusações graves representa confissão.
Fora do foro adequado e com risco zero de ser contestado, Demóstenes, hoje no Plenário, disse ser inocente das acusações e pediu desculpa aos senadores pelos erros que cometeu durante o mandato.
O discurso de Demóstenes foi típico de um tartufo, que veste os panos da ocasião. E ele se mostrou pronto a agradar os que lhe convém. Ao pedir desculpas aos senadores, seu intento foi o de não ser cassado. Mais ainda, de aplacar a ira dos que acusou anteriormente, quando interpretava, com muita mídia, os papeis de “Varão de Plutarco” e “Catão, o censor”.
Desde que processado por falta de decoro, Demóstenes passou a fazer a corte e pedir auxílio de Renan Calheiros a Collor de Mello, antes desafetos.
Pano rápido. Hoje, no Plenário, o senador Demóstenes falou para ele mesmo e com a esperança de convencer os seus desafetos. Para alguns, é melhor ter Demóstenes como capacho do que arriscar o suplente. Este, colocado por Cachoeira na suplência de Demóstenes. Depois, Cachoeira conquistou a então esposa do suplemente, mas, isso, é uma questão privada.
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