sexta-feira, 11 de maio de 2012

Documento da Procuradoria de Goiás desmonta versão de Gurgel


Um ofício divulgado pela Procuradoria-Geral de Justiça de Goiás derruba a versão de Gurgel.
Em 8 de março deste ano, o Ministério Público de Goiás, para afastar suspeitas sobre o chefe do órgão, Benedito Torres, irmão do senador Demóstes Torres (ex-DEM-GO), divulgou nota comprovando que a Operação Monte Carlo surgiu a partir de 10 de setembro de 2010, através de um ofício à Polícia Federal pedido pelo promotor da cidade de Valparaíso.
Com este documento fica comprovado que, do lado dos agentes da lei, não houve continuidade da Operação Vegas como alegou o Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, e que entre 15 de setembro de 2009 até 10 de setembro de 2010, a organização criminosa atuou sem ser importunada por investigações federais, enquanto o relatório da Operação Vegas dormia na gaveta da Procuradoria.

ENQUANTO ISSO.... Mais um delegado da PF desmonta versão de Gurgel
O delegado da Polícia Federal, Matheus Mella Rodrigues, responsável pela Operação Monte Carlo, em depoimento hoje (10) na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, disse que a Operação Monte Carlo foi motivada por uma denúncia da promotoria de Valparaíso de Goiás que acusava a existência de atividade de jogo ilegal com envolvimento de policiais militares, civis e federais.
A informação foi dada há pouco pelo deputado Paulo Teixeira (PT-SP) que participou da reunião fechada da CPMI.
Esse fato desmonta a versão do Procurador-Geral da República de que o engavetamento da Operação Vegas seria para não atrapalhar a Operação Monte Carlo. Estes fatos mostram que a Operação Monte Carlo não foi "estratégia" do Procurador-Geral, pelo contrário, foi captada ao acaso, pela continuidade dos crimes cometidos por Cachoeira, ao não ser contido pelo Procurador-Geral quando deixou na gaveta a Operação Vegas.
As suspeitas óbvias que recaem sobre Gurgel, é de que ele deixou a primeira operação na gaveta e deixou "o barco correr", sem tomar providências, o que favoreceu Demóstenes, Cachoeira e outros, esse tempo todo. Gurgel precisa convencer de que não fez o que os fatos indicam. E os fatos indicam que só se aparecesse algo novo, ele tiraria da gaveta a antiga operação e poderia usar, em sua defesa, o fato de não ter arquivado a Vegas. Neste contexto apareceu a Operação Monte Carlo que, tudo indica, caiu no colo do Procurador-Geral, e não foi produto de diligências pedidas por ele. A estratégia de investigação que esperava-se de uma Procuradoria da República seria aprofundar as diligências em 2009, o que poderia ter chegado aos objetivos alcançados na Operação Monte Carlo no primeiro semestre de 2010, ou seja, dois anos antes do que chegou.
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