A rebelião da base aliada no Congresso custou caro aos líderes do
governo na Câmara e no Senado. Na semana passada, o senador Romero Jucá
(PMDB-RR) contou a todos, menos para a presidenta Dilma Rousseff, que os
aliados derrotariam o governo ao barrar a recondução de Bernardo
Figueiredo à Diretoria-Geral da Agência Nacional de Transportes
Terrestres (ANTT). Indicado por Dilma, Figueiredo teve o nome rejeitado
pela maioria dos senadores, dos quais a maioria era governista.
A traição custou caro: em Brasília, todos agora sabem que Jucá não é mais líder do governo, menos ele.
Por meio do Twitter, o senador, que já ocupou o posto nos governos
Lula e FHC, disse que só se posicionaria a respeito quando a informação
fosse oficializada pelo Palácio do Planalto. “Até o momento, em função
disso, o senador Jucá continua líder da presidente Dilma Rousseff”. Só
ele acreditava nisso – àquela altura o senador Eduardo Braga (PMDB-AM)
já se sentava na cadeira da liderança.
Na manhã de terça-feira 13, o facão passou também no prédio ao lado,
na Câmara, onde a liderança do governo era exercida pelo petista Cândido
Vaccarezza (SP). Paulo Teixeira (SP), Arlindo Chinaglia (SP) e o
ex-ministro da Pesca Luiz Sérgio de Oliveira são os mais cotados para
substituí-lo, de acordo com o site da Folha de S.Paulo.
Antes de cair de maduro, Vaccarezza já dizia sentir os ventos da
mudança: antes de ser comunicado oficialmente, falava em entrevista, em
tom de despedida, que havia sido leal e competente como líder do
governo. Era tarde.
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