O Supremo Tribunal espanhol
considerou o ex-juiz Baltasar Garzón culpado de prevaricação, por ter
ordenado a gravação de conversas entre os responsáveis pela rede de
corrupção Gürtel e os seus advogados.
p>Garzón foi condenado por unanimidade a 11 anos
de interdição de exercer a profissão de juiz. A acusação pedia entre 10 e
17 anos. Tal significa, na realidade, um ponto final na carreira do
célebre juiz da Audiência Nacional, que ficou famoso por ordenar a
extradição do ex-ditador chileno Augusto Pinochet.
Suspenso de funções desde maio de 2010, Garzón, de 56 anos, é
condenado por ter ordenado escutas às conversas entre suspeitos detidos e
os seus advogados, violando os seus direitos de defesa. O juiz
investigava na altura o caso Gürtel, um esquema de corrupção liderado
pelo empresário Francisco Correa.Além do caso das escutas ilegais, Garzón está ainda a ser julgado noutro processo, sobre a sua investigação aos desaparecidos durante a guerra civil e os anos de franquismo. Não há data para a decisão judicial.
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