O ativista Pedro Rios Leão, desde domingo, se algemou na calçada em frente à TV Globo, e está fazendo greve de fome.
O motivo, segundo suas próprias palavras:
– Minha maior arma é o constrangimento porque passa a TV Globo, que simboliza a mídia conservadora e maniqueísta que escondeu o massacre cometido pela polícia e por agentes da guarda municipal de São José dos Campos. Houve mortes em Pinheirinho e ninguém denunciou isso. Minha greve de fome tem o objetivo de denunciar os atos de barbárie cometidos contra uma população desarmada. Meu protesto é para que o governador Geraldo Alckmin seja preso. Que os desembargadores que assinaram a ordem para que a violência ocorresse sejam presos. Que o proprietário daquelas terras, o especulador Naji Nahas seja preso. - Pedro Rios esteve no Pinheirinho e gravou vários vídeos com as atrocidades e depoimentos de moradores.
Independente de concordar ou não com tudo o que Pedro Rios diz ou faz,
o fato, que é notícia, está literalmente na porta da TV Globo. Basta a
produção da emissora chegar na janela e filmar. É só sair na rua e
gravar.
E o fato é um ativista faz greve de fome contra a violação dos direitos
humanos de crianças, idosos, trabalhadoras e trabalhadores do
Pinheirinho.
Mas a emissora não dá uma palavra a respeito da notícia que bate na sua porta.
Para falar de direitos humanos, a Globo fugiu para Cuba na terça-feira, e
o Jornal Nacional chegou a tirar dos arquivos notícias já antigas para
requentá-las, inclusive sobre... suposta greve de fome de prisioneiro
cubano!
Detalhe: na mesma terça-feira a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República emitiu nota pública "Sobre as violações de Direitos Humanos na reintegração de posse do bairro Pinheirinho, em São José dos Campos/SP". Nenhuma palavra a respeito no Jornal Nacional.
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