sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

CAMPANHA "FICA ABARÉ ! " DISPARA NA REDE

O Abaré atende cerca de 15 mil ribeirinhos em Santarém Belterra e Aveiro. 

Nas redes sociais já não se fala de outra coisa.
O Barco Abaré foi um projeto concebido entre o Projeto Saúde e Alegria e os holandeses de Terre des Homens, no inicio da década de 2000, com a perspectiva de objetivar um “modelo adaptado de atenção básica á saúde”, capaz de incluir as populações ribeirinhas da nossa amazônia, ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Portanto nada de projeto “assistencialista”, para quebrar galhos e lacunas da cobertura do serviço publico em saúde dos nossos governos.
Muito pelo contrario, desde sua concepção, o Abaré foi um “projeto demonstrativo”, que caso bem sucedido, pudesse ser absorvido, replicado e universalizado via “politica publica” pelas instituições do governo brasileiro.
Por isso, desde o inicio, o projeto funcionou com as contrapartidas das Prefeituras locais (Santarém, Belterra, Aveiro), que, gradativamente, vieram a interiorizar custos operacionais e logísticos, “aliviando”, a cada ano, o investimento de Terre des Homens.
Um resultado que foi alcançado na sua plenitude em agosto de 2010, quando, baseado na experiencia bem sucedida do Barco Abaré, o Ministério da Saúde baixou a portaria que instituiu para a Amazônia, o Programa de Saúde da Família Fluvial.
O PSF Fluvial garante todos os custeios para o funcionamento de suas atividades, incluindo nelas recursos para as equipes medicas.
Além do mais, o Ministério da Saúde, abriu (via BNDES) um edital para financiar os Municípios na compra de 40 Barcos para o serviço.
Nessa trajetória toda, é importante entender os “Ônus e Bônus” de cada um parceiro desse projeto, especialmente os dos holandeses.

1) Terre des Homens é uma ONG “sem fins lucrativos”, cujos custos são absorvidos pelas doações individuais (físicas e jurídicas) e pelo recursos destinado para a cooperação do Governo Holandês.

2) O Abaré foi projetado e construído para atender e operar com as populações ribeirinhas do Tapajós.

3) Por se tratar de um projeto especifico na estrategia di TDH, seus custos são garantidos pelas doações individuais privadas e publicas, e há informações de que as doações são bem maiores das que são investidas no projeto Abaré.

4) Ou seja, pela sua magnitude, o projeto Abaré garante ao TDH um superavit financeiro, que permite o financiamento das demais atividades do TDH.

Enfim, o Abaré é um projeto lucrativo para imagem e a estrutura financeira do TDH. Que por ser uma instituição “sem fins lucrativos” e com “escopos humanitários” ao final de um projeto bem sucedido, deveria ter tido a “grandeza” de propor a “doação” da embarcação para os seus beneficiários e não a sua “retirada abrupta”.
Se tudo isso procede, porque então o TDH estaria “retirando” um projeto superavitário da nossa região?
Correm muitos “boatos” de que o TDH estaria “vendendo” (ou já teria vendido) o Barco para “outras entidades” para funcionar em “outras regiões”.
Portanto, na questão do Abaré, ninguém está choramingando a “benevolência” dos parceiros holandeses em favor dos pobres brasileiros.
Sua saída “abrupta” e não “negociada” significaria a interrupção do serviço de atenção básica para os ribeirinhos do Tapajós, além da inviabilização do PSF Fluvial com cortes de verbas do Ministério da Saúde aos Municípios envolvidos.
Se os Holandeses não tiverem a “grandeza” de “doar” o Abaré para os seus beneficiários históricos, que pelo menos tenha a dignidade de “negociar” sua permanência do Abaré até que o Ministério providencie uma outra embarcação para os nossos municípios.
________________________________________________

Nenhum comentário: