Messi, na realidade, foi sozinho o primeiro, o segundo e o terceiro maior jogador do mundo em 2011. Talvez o quarto e quinto também. Depois dele vem o sexto.
Messi tem tudo que um grande craque tem que ter. É habililoso, rápido, distribui bem a bola, finaliza como poucos e ainda por cima sabe marcar os adversários. Messi joga por dois. O Barcelona entra em campo com doze jogadores.
Escrevi Barcelona, e não seleção argentina, propositadamente. Messi, aos 24 snos, tem ainda um grande desafio: mostrar que não é um superjogador apenas de clube.
Sem um título mundial, seu lugar na história vai ficar limitado. Os grandes jogadores crescem com a camisa da seleção de seu país. Messe, até aqui, encolheu.
Torço por ele. Admiro o modo como joga e se comporta em campo. Seus companheiros parecem adorá-lo porque ele de fato age como parte de um todo. No agradecimento por ter recebido pela terceira vez o título de jogador do ano, ele citou até o preparador físico do Barcelona. Não é um pavão enfeitado como Cristiano Ronaldo e Neymar. (Ao ver a festa da Fifa, me passou pela cabeça o espetáculo deprimente que a CBF organizou no final de 2010 para comemorar os melhores do futebol brasileiro. A imagem que me ficou foi a da torcida do Fluminense se comportando como se estivesse nas Laranjeiras.)
Torço por Messi, repito.
Mas espero que seu primeiro título mundial não venha em 2014.
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