quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Quando os Beatles encontraram Elvis

Por Paulo Nogueira 

Os Beatles, no museu de cera Madame Tussaud's, em Londres
Em 27 de agosto de 1964, os dois maiores nomes do rock se reuniram, Beatles e Elvis. Foi uma e única vez, e a ocasião apareceu quando os Beatles faziam sua histórica visita aos Estados Unidos, no apogeu da beatlemania.
Elvis era o ídolo deles. John decidiu ser músico ao vê-lo no cinema quando era adolescente em Liverpool. “Quero ser esse cara”, pensou.
Quem não queria? A diferença é que John podia ser Elvis. Na verdade, podia ser maior que Elvis. Mas isso é outra história.
O que aconreceu no encontro, na mansão de Elvis?
Nunca se soube. Até agora.
O então assessor de imprensa dos Beatles estava presente, e ele depois de quase meio século contou o que viu. O motivo do depoimento foi a inauguração de uma exposição de coisas dos Beatles e de Elvis em Liverpool.
O silêncio em torno do encontro se deveu a George Harrison. Ele disse que só teria sentido eles verem Elvis se não houvesse um circo de mídia. A reunião não podia ser gravada, filmada, nada. E isso foi respeitado.
O começo foi difícil, segundo o relato. John perguntou a Elvis por que ele passou a cantar baladas em vez do velho rock’n’roll.
A conversa não estava andando até que Elvis pediu uns violões. Aí, em torno da música, o gelo se derreteu imediatamente. O grupo cantou muitas músicas, uma das quais I Feel Fine. Ringo fazia bateria num móvel. Elvis tocou umas notas de baixo e olhou para Paul: “Tá vendo? Tou praticando.” Paul respondeu: “Fica frio. Brian e eu vamos transformar você num astro.” Brian era Brian Epstein, o empresário dos Beatles.
Na saída, conta o assessor, John comentou: “Ele tava chapado.” George disse logo: “E nós?”
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