terça-feira, 20 de setembro de 2011

Em três dias, confrontos no Iêmen somam 60 mortos

Em três dias, confrontos no Iêmen somam 60 mortos 
Conflito entre opositores e seguidores do ditador do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, chega aos bairros chiques da capital Sanaa. No terceiro dia, nove manifestantes desarmados foram assassinados pelas tropas do governo.

Agência Estado 

A intensificação dos confrontos de rua entre oponentes do governo do Iêmen e forças leais do regime do presidente Ali Abdullah Saleh se espalharam por bairros habitados por importantes figuras do governo e outras áreas sensíveis da capital Sanaa nesta terça-feira.
No terceiro dia de distúrbios, no qual houve um ataque com morteiros contra manifestantes desarmados, nove pessoas morreram informaram profissionais da área médica.
As últimas mortes elevaram para pelo menos 60 o número de pessoas assassinadas desde domingo, quando manifestantes contrários ao governo intensificaram sua campanha para derrubar Saleh.
Em Genebra, a Organização das Nações Unidas (ONU) disse nesta terça-feira que quatro crianças foram mortas por disparos durante manifestações no domingo e na segunda-feira. Marixie Mercado, porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), outros 18 menores também ficaram feridos.
Os distúrbios no Iêmen tiveram início em fevereiro quando levantes que se espalharam pelo mundo árabe deram início a protestos, na maioria pacíficos, em países pobres e instáveis da península árabe, os governos responderam com pesada repressão contra os manifestantes.
Saleh foi para a Arábia Saudita receber tratamento médico após um ataque em junho contra seu palácio em Sanaa e não deve voltar ao país, mas os iemenitas pedem sua renúncia.
Após as orações da manhã nesta terça-feira, forças do governo dispararam morteiros contra a Praça da Mudança (antiga Praça Pérola), local no coração da cidade onde manifestantes realizam protestos desde o início do levante em fevereiro.
Segundo funcionários da área médica, que falaram em condição de anonimato, os ataques mataram três manifestantes, três soldados rebeldes e uma pessoa que passava pelo local. Confrontos entre manifestantes e forças de segurança na cidade de Taiz, no sul, deixaram mais dois mortos. 
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